D'a capacidade de maravilhamento, com base em altos níveis de atenção sensorial. A atenção é o começo da devoção...
Mary Jane Oliver
(1935-2019) foi uma poetisa norte-americana que teve como principal temática a natureza.
Salienta-se o seu fascínio pelas caminhadas ao ar livre, especialmente em
meio florestal. Caminhadas que, para ela (à semelhança de outros autores), constituíram
recorrentes fontes de inspiração. A sua poesia está repleta de referências às
suas caminhadas diárias.
Influenciada
por Whitman e Thoreau, Oliver é conhecida pelas suas observações simples e
incisivas sobre o mundo natural. Saliente-se, todavia, que, segundo a
Cronologia da Literatura Americana, de 1983, a obra American Primitive:
«apresenta um novo tipo de romantismo que se recusa a reconhecer as fronteiras
entre a natureza e o eu observador». A sua poesia denota igualmente uma especial
apetência pela introspecção e pela solidão, características que resultam na sua
predilecção por caminhadas em solitário.
O primeiro conjunto de poemas de Oliver – No Voyage and Other Poems (1963) – foi publicado quando tinha 28 anos. A sua colectânea de poemas – American Primitive (1983) – ganhou, em 1984, o Prémio Pulitzer. A critica literária Alicia Ostriker referiu, acerca de Dream Work (1986), que Oliver era uma visionária como Emerson, no que concerne a capacidade de «transmitir êxtase» enquanto, simultaneamente, mantém «a consciência prática do mundo», como um predador perante a sua presa.
© Gillian Gamble |
Ver: Wild Child
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