O Parque Natural Regional do Vale do Tua (PNRVT) vai realizar a segunda edição do Tua Walking Festival, com arranque nos dias 23 e 24 de Março, em Mirandela. Um evento que, ao longo do ano de 2024, irá decorrer nos cinco municípios que integram o Vale do Tua. A edição deste ano terá o seu começo no dia 23 de Março, em Mirandela, com a realização de um Seminário que irá abordar a importância do turismo de natureza e dos percursos pedestres homologados no desenvolvimento dos territórios. Será certamente uma jornada de partilha de conhecimentos e de experiências, de reflexão e de discussão, sobre os melhores caminhos a adoptar com vista à edificação de um futuro sustentável com base no pedestrianismo e nos percursos pedestres. Neste contexto, irei participar, na qualidade de Coordenador Pedagógico do Centro de Formação da Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal (FCMP), no segundo painel do Seminário, sobre Pedestrianismo e Segurança, com uma comunicação intitulada “Gestão de Grupos em Actividades de Pedestrianismo: formação, treino e segurança”. Em breve serão disponibilizadas mais informações, tal como a abertura das inscrições, no site do evento.
sábado, 20 de janeiro de 2024
sábado, 19 de agosto de 2023
CONFUSÕES (III)
E porque, como é costume ouvir-se dizer, «não há duas sem três»! Depois de abordarmos a situação da (sobre)vivência do outdoor nas mais altas montanhas (Confusões I) e ao nível do mar (Confusões II), entretanto, na Madeira "a coisa" vai assim (Confusões III): acesso ao Pico Ruivo na passada quarta-feira (16 de Agosto). Até parece as largas filas do Everest, só falta a neve.
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© Marie Louise de Freitas |
domingo, 13 de agosto de 2023
CONFUSÕES (II)
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Pedro Cuiça © Gruta
de Benagil – Algarve (Agosto de 2023) |
CONFUSÕES DE AR LIVRE, PROBLEMAS DE AR
CONDICIONADO (II)
Mais uma tarde de(ste) Verão, como outras tantas, no Algarve. [Pelo que parece, a tolice da denominação 'Allgarve' já foi ultrapassada.] Meia dúzia de embarcações de dimensões consideráveis, com turistas a bordo, confluem na mesma área e 'spot'. Na "minha" embarcação (salvo seja) vamos 43 "ociosos", mais a tripulação. Caiaques com um ou, normalmente, dois "mamíferos" são largas dezenas, tal como pranchas de paddle, no mar, a perder de vista, para leste e oeste, até à curva das arribas limítrofes. Na gruta de Benagil, em terra, a componente humana também está "em peso", sob a forma de algumas dezenas de pessoas, respectivos caiaques e pranchas de vários "operadores turísticos", numerosas mariolas (amontoados de pedras) e sinalética a advertir para o perigo de derrocadas! É sempre bom avisar não vá o diabo tecê-las, ademais quando a força da gravidade está omnipresente e não tira umas "merecidas férias de Verão"! Ninguém está de capacete e, de facto, talvez nem seja necessário caso ocorra não uma simples queda de pedra(s) mas uma derrocada, "à séria", de uma porção da parede ou do tecto da cavidade. É tudo uma questão probabilística ou de tempo, como queiram, e quando alguma "desgraça" acontecer as autoridades irão salientar que advertiram para o perigo e outros ‘players’ ir-se-ão mostrar muito surpreendidos. Afinal, todos os dias o local é visitado por centenas ou até milhares de pessoas e nunca nada aconteceu!
Entretanto, muitos turistas estão francamente
animados (não fosse este ramo de negócio a 'animação turística', na
especialidade marítimo turística) e é mesmo para isso (ou supostamente) que aí
estão! Saliente-se que também nos cruzamos com alguns outros, invariavelmente
nos caiaques e nos paddles, com um certo ar de circunspecção ou até de
preocupação, mas nada que não seja certamente ultrapassável. Afinal, não estão
em busca de "aventura" e "actividade"?
No trajecto até à gruta de Benagil também tive
oportunidade de visualizar bastantes caminheiros no passadiço que foi instalado
no topo das arribas a oriente da praia do Carvoeiro. Pude constatar, de forma
inequívoca, que a praxis, a forma de fazer, do turismo algarvio sofreu
alterações significativas, sobretudo nas últimas décadas. De resto, o paradigma
extractivista da "galinha dos ovos de ouro" e do "ordenhamento"
dos recursos do território, continua inalterado. O turismo de massas (leia-se
"de praia”) persiste, ao que tudo parece, de boa saúde (?), e o turismo
dito "alternativo" tornou-se num novo turismo de massas,
independentemente da nomenclatura e das roupagens com que o queiram embrulhar e
vender: turismo de natureza, turismo verde, turismo ecológico, ecoturismo,
turismo activo, turismo de aventura, etc..
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| Pedro Cuiça © Carvoeiro– Algarve (Agosto de 2023) |
domingo, 5 de março de 2023
A fábula
Não, hoje não se trata da fábula da cigarra e da formiga, mas bem poderia ser. A temática do empreendedorismo ficará para uma próxima. Hoje, nesta espécie de rúbrica "Conta-me Histórias", a estória é outra: a fábula do gato por lebre. Ou será, antes, da lebre por gato?!...
Reinan el reloj y el
cronómetro sobre todas las cosas, pero existe un lugar en el que no es ya que
reinen, sino que imperan con el sadismo de un Führer.
Ese lugar es el deporte [leia-se “competição”], no por
casualidade nacido en Inglaterra y al mismo tiempo que el capitalismo. Deporte
y capitalismo, capitalismo y deporte, son un matrimonio muy bien avenido. El
filósofo francés Marc Perelman, autor de un ensayo titulado La barbárie
deportiva: crítica de una plaga mundial, lo tiene claro: «La institución
deportiva es una de las instituciones fundamentales del sistema liberal-capitalista».
(…) El deporte también es un pilar ideológico
fundamental del sistema; un opio del Pueblo; el nuevo circo que readapta el panem
et circenses romano en el siglo XXI. Pero también un instrumento educativo;
una correa de transmisión de los valores del capitalismo.
(pp. 103-104)
Luis de la Cruz explica (…) que el deporte fue
en origen un «entrenamiento vital para los tiempos medidos que el capitalismo
hubo de inocular en los nuevos ritmos de trabajo, o para alejar el obrero de la
taberna y otros lugares que resultaban, a ojos de la moral burguesa, nocivos
para los intereses capitalistas». Los sports eran juegos tradicionales
ingleses a los que se dotó de reglamentaciones estrictas como una de las
primeras vías hacia la consolidación de la ética burguesa. Se trataba de
controlar el tiempo libre de los obreros con criterios morales. De la plaza o explanada
que servía para todo (para el mercado, las fiestas populares, los
ajusticiamientos…), el deporte fue trasladándose a nuevos campos de juego con
medidas fijas y una única función, y el modelo que, así implantado, los
británicos difundieron después al mundo entero se basó sobre todo en la idea de
equipos con especialización por tareas que se enfrentan entre sí, con ganadores
y perdedores. (…) Y los anarquistas, opuestos por princípio al deporte
competitivo, buscaron uno que no fuera y fomentaban el excursionismo y la
gimnasia, que no lo son. Pero a la postre, fue el modelo competitivo el que
acabo imponiéndose. [Paradigma vigente na Europa Ocidental, por exemplo em
países como França, Espanha ou Portugal, onde o Pedestrianismo – enquanto
desporto de andar a pé (?) – é assediado recorrentemente pela tutela
desportiva, Estatal, para que a “modalidade” tenha uma componente competitiva. Fenómeno que conduziu a situações caricatas, como a invenção de “competições”
Rando Challenge ou, as mais recentes, Aqua Walking!]
(p. 106)
[Günter] Anders exponía por su parte en su monumental
ensayo La obsolescencia del hombre que en los gritos del deporte ya
reverbera algo asesino [asinino, diríamos nós]; un rudimento de deshumanización del outro
que es la base misma de la guerra. Los rugidos que interrumpían y concluían los
discursos de Goebbels – recuerda – se habían probado antes en los campos de
futebol, y no por casualidade las concentraciones de masas más famosas del
Tercer Reich habían tenido lugar en el Sportpalast berlinés.
(p. 108)
Luis de la Cruz (…) hace en Contra el
running un paseo crítico por la historia del deporte moderno y traza un
vínculo estrecho entre la expansión de este y la del capitalismo
postindustrial, del que implica que ha hecho perder peso a «las organizaciones
obreras y la práctica de los deportes de equipo mientras que los deportes
individuales han ido ganando adeptos» (…). Analiza además el discurso de
quienes monopolizan la narrativa del running desde posiciones de poder y
muestra cómo el running («individualista, adicto al movimiento continuo,
rápido e inestable como la gramática de los bits»; «metáfora que expressa la
constancia, la progresividad, la ambición o la necesidad constante de
motivación») y el deporte de aventura («una ficción de descontrol
controlado») han ido colonizando las diapositivas de PowerPoint en los
centros de negocio y la filosofia barata de los libros de emprendimiento.
(p. 117)
(…) «los clubes están actualmente en
decadencia» debido a que «ahora las personas tienen un interés individualista
por participar y prefieren no hacerlo a través de alguna organización». [Agora preferem pagar a empresas e serem
levados, sem responsabilidade pessoal, nem “chatices”, com desejadas mordomias
e, frequentemente, facilitismos temperados com ilusões de aventura.] Periodistas de todo el mundo constatan la
pertinência del lamento y aportan de paso algún principio de explicación de
esta crisis. Lo hace, por ejemplo, Stéphane Herzog, que en 2015 publicaba en el
diario suizo Les Temps un largo reportaje sobre la «grande mutation»
que su investigación concluía que viene sufriendo el alpinismo. Gran transformación:
¿hacia qué? Hacia esto: «Siguiendo la estela de las estrelas del speed
climbing, los nuevos adeptos quieren una montana balizada, accesible,
lúdica e inmediatamente consumible». En efecto, es el caso – y la
coincidencia no puede ser casual – que, al mismo tiempo que los clubes
tradicionales decaen, insurge por todas partes todo un universo nuevo (…)
(p. 25)
CUETO, Pablo Batalla. 2019. La virtude en la montaña – Vindicación de un alpinismo lento, ilustrado y anticapitalista.
Gijón: Ediciones Trea.
quinta-feira, 30 de setembro de 2021
Novos desafios
No dia 14 de Outubro vou
realizar um workshop sobre a temática "Gestão de Risco em
Actividades de Montanha: alterações climáticas, novos paradigmas e
desafios", numa iniciativa de formação à distância organizada pelo Centro
de Formação da Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal/Escola Nacional
de Montanhismo (CF-FCMP/ENM).
Mais informações no site da FCMP.
sexta-feira, 25 de maio de 2018
Picos
segunda-feira, 21 de maio de 2018
O Pilar
quinta-feira, 24 de agosto de 2017
A Guia da Marcha
quinta-feira, 10 de março de 2016
Formação de Treinadores
quarta-feira, 9 de março de 2016
Calma...
terça-feira, 8 de março de 2016
Deixar-te p'ra morrer!
Entrecortado, por entre o soprar violento do vento, ouvia uma espécie de voz fantasmagórica, quase em choro, um apelo que pede aos ventos que passam, por ajuda...
Sem hesitar…entro no casebre...a tal voz, está moribunda, a sua roupa de algodão absorve cada gota que cai, como adagas de gelo que lhe penetram a pele até aos ossos...nestas condições meteorológicas, e com aquele equipamento deficiente, o sinónimo é hipotermia! Dou-lhe todo o chá quente que trago comigo, ligo do seu telemóvel ao 112 e peço por ajuda com urgência..
Digo-lhe que nas próximas horas, deve ser resgatado por um grande número de gente voluntariosa e muitos media... no entanto aviso-o:
quinta-feira, 3 de março de 2016
Incidentes e...
Os incidentes, tal como os acidentes, ocorrem, com maior ou menor frequência, ano após ano, e, após o tradicional desfile de doutos alvitres e canhestras notícias, voltamos ao mesmo... E o fenómeno, infortunadamente, não se circunscreve, de todo, a esses dois maciços portugueses, os incidentes e acidentes repetem-se noutras geografias nacionais, tal como no estrangeiro.
sábado, 5 de julho de 2014
A Mãe de Todas as Quedas!
3. Documento na versão inglesa: Safety in the Mountains.
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«O Carro do Armando: um bocadinho a pé, um bocadinho andando!» Andar e/ou correr tornou-se para ele num meio de transporte primário, ...

























