sábado, 26 de setembro de 2026

Ano(s) do Treinador

 

Ontem, 25 de setembro, comemorou-se o Dia do Treinador. Um dia celebrado no mundo inteiro, como forma de reconhecimento da importância dos Treinadores enquanto agentes desportivos fundamentais para o desenvolvimento e para a sustentabilidade do “fenómeno desportivo” (e mais além). Mais além mormente em atividades transversais, como os designados “Desportos de Montanha”, que apresentam simultaneamente, para além da primordial componente desportiva, outros pilares, igualmente importantes, como são o ambiente e o turismo, a saúde e o bem-estar.

A Confederação dos Treinadores de Portugal (CTP) assinalou o Dia do Treinador com várias iniciativas, de 19 a 25 de setembro, no âmbito da Semana Europeia do Desporto/#BeActive, que decorre este ano de 23 a 30 de setembro.  Uma semana em que se destacou a mensagem veiculada pela CTP centrada no «objetivo de dar visibilidade e promover o reconhecimento social e a valorização do papel do Treinador no desporto e na sociedade».

No contexto das Atividades de Montanha, a importância do Programa Nacional de Formação de Treinadores (PNFT) é inquestionável, nomeadamente no que concerne a componente geral e, sobretudo, a componente de estágio, que permitiram – e acreditamos que irão permitir de forma bastante mais expressiva – o incremento da qualidade da formação de Treinadores. Ademais de facultar a emissão de um Título Profissional de Treinador de Desporto (TPTD), legalmente enquadrado… Mas estamos conscientes de que «ainda há muito caminho para andar». É bom termos uma semana para refletir sobre os papéis dos Treinadores e do Treino, será certamente excelente continuar essa reflexão nos restantes 357 dias do ano (ou 358 dias em anos bissextos).




Ensino de Ecologia Profunda

 


A próxima Palestra da Ética, organizada pelo Centro de Formação da Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal/Escola Nacional de Montanhismo (CF-FCMP/ENM) irá decorrer no dia 15 de outubro, das 20:00 às 22:00, sob o tema “De Arne Naess a David Abram: ecologia profunda e as éticas ecosóficas”. A Ética e a Deontologia surgem como componentes de importância e interesse crescentes no contexto do desenvolvimento dos Desportos de Montanha, designadamente no âmbito do enquadramento e treino de praticantes com elevados níveis de qualidade e exigência, na linha do Plano Nacional de Ética no Desporto (PNED). A formação contínua na área da Ética e da Deontologia revela-se de fundamental importância como garante de eficiência e de eficácia no desempenho das funções de Treinador em Desportos de Montanha. É neste contexto que surge a abordagem da vida e obra do fundador da Ecologia Profunda, Arne Naess, e das ecosofias de diversos autores, designadamente de Nils Faarlund (o fundador da Escola Norueguesa de Montanhismo), de Bill Deval e George Sessions, e de David Abram. O objetivo é transpor os conhecimentos adquiridos neste webinar teórico na prática, no terreno, no contexto das funções e competências (softskills) dos Treinadores de Desportos de Montanha s.l..

Esta iniciada insere-se e encerra uma “quadrilogia” de Palestras da Ética dirigidas a Treinadores:

1)       Ética e Deontologia em Desportos de Montanha (2 de junho);

2)       Thoreau e a Ética Ambiental: Walden ou A Vida nos Bosques (6 de agosto);

3)       Pensar como uma Montanha: Aldo Leopold e a Ética da Terra (17 de setembro);

4)       De Arne Naess a David Abram: Ecologia Profunda e as Éticas Ecosóficas (15 de outubro).

Uma sequência de Palestras da Ética que assume uma importância singular na formação de Treinadores, na área da Ética do Desporto e da Ética Ambiental em Atividades de Ar Livre, em geral, e em Atividades de Montanha, em particular. A ignorância da componente ambiental da ética em Atividades de Ar Livre/Montanha trata-se de uma lacuna grosseira na formação de Treinadores, que se deseja e pretende interdisciplinar ou, melhor, transdisciplinar. Formação que, estando alinhada com o Programa Nacional de Formação de Treinadores (PNFT) e o Plano Nacional de Ética no Desporto (PNED), não deve estar apartada da componente ambiental, mormente num contexto de impactantes alterações climáticas.

Esta última Palestra da Ética, da “quadrilogia” referida acima, pretende enquadrar e destacar a originalidade e a importância do pensamento/movimento da Ecologia Profunda, no âmbito do enquadramento e treino em  Desportos de Montanha, desde a sua fundação, com a publicação do artigo seminal, de Arne Naess, The Shallow and the Deep, Long Range Ecology Movement: A Summary (1973); passando pela obra, de Bill Devall e George Sessions, Ecologia Profunda (1985); pela obra Nature & Culture: A Change Empowered by Joy (2023), de diversos autores (com particular destaque para Nils Faarlund); até ao livro, de David Abram, The Spell of the Sensuous: Perception and Language in a More-Than-Human World (1996). Esta derradeira palestra também pretende abordar a aplicação prática da ética da Ecologia Profunda no contexto da liderança e da condução/treino de praticantes em Atividades/Desportos de Montanha, mormente de detentores de Título Profissional de Treinador de Desporto (TPTD).



sábado, 5 de setembro de 2026

Juan Mari

 

Juan Mari Feliu Dord (Pamplona, 1942) faleceu ontem: 4 de setembro de 2026. Foi um escritor prolífero no âmbito da história do montanhismo e autor de inúmeros livros-guia de percursos pedestres. Desenvolveu um importante trabalho na área do pedestrianismo e dos percursos pedestres na Federação Espanhola de Desportos de Montanha e Escalada (FEDME), onde foi Diretor de Senderismo, e na European Ramblers Association (ERA), onde foi vice-presidente. Colaborou regularmente com a Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal (FCMP), na primeira década do século XXI, tendo estado envolvido na realização dos primeiros cursos de Monitores e de Instrutores de Pedestrianismo em Portugal; desempenhou igualmente um importante papel no âmbito da implementação dos percursos pedestres homologados, de Grande Rota e de Pequena Rota, no nosso país. Tive a honra e o privilégio de ter trabalhado estreitamente com ele, em Portugal e em Espanha (designadamente em diversas Jornadas Estatales de Senderismo e na revista "Caminar"), tal como na ERA onde colaborei com ele na elaboração de duas edições do mapa dos percursos pedestres trans-europeus. Estivemos em inúmeras atividades, mormente de campo, ao ar livre, onde invariavelmente nos divertimos a fazer aquilo que mais gostávamos. Muito fica por dizer... Muito aprendi com ele. Foi um Senhor. Parte um Amigo e um Mentor, ficam as recordações e a amizade que sempre nos uniu. Os meus sentimentos aos familiares e amigos.

[Foto topo: Ó Patxi CASCANTE – Apresentação do livro Los Pirineos, Una Frontera con Amargas Historias (2023); foto abaixo: Ó Javier ARADAS – XVIII Jornadas Estatales de Senderismo, La Guardia (2010)]




segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Como uma Montanha



As inscrições na próxima edição da Palestra da Ética, a decorrer no dia 17 de setembro, abriram hoje. O tema, desta feita, é sobre "Pensar como uma Montanha: Aldo Leopold e a Ética da Terra". Será um percurso sobre o pensamento e a obra de Aldo Leopold, com base no seu livro seminal "Pensar como uma Montanha - A Sand County Almanac" (1949), um clássico incontornável da literatura ambiental(ista) e da Ética Ambiental. Para mais informações, consulte o site da Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal (FCMP).








Conteúdos programáticos:

· INTRODUÇÃO

- Ler os Clássicos da Ética Ambiental e sua aplicação no treino de praticantes em Atividades de Montanha: o exemplo de Aldo Leopold

· ALDO LEOPOLD E A ÉTICA AMBIENTAL

- Os antecedentes: sturm und drang, românticos, transcendentalistas de Concord, John Muir e outros pioneiros da Ética Ambiental

- A vida e obra de Aldo Leopold e a Ética da Terra

· PENSAR COMO UMA MONTANHA

- Ética Ambiental nas Atividades de Montanha: a importância de Aldo Leopold

- Estética Ambiental nas Atividades de Montanha: a importância de Aldo Leopold

- Utilização de estratégias de ensino outdoor e indoor da Ética Ambiental no âmbito de atividades conduzidas por detentores de TPTD – Título Profissional de Treinador de Desporto

- Estratégias de sensibilização e educação ambiental nas diferentes Estações do Ano

· A ÉTICA DA TERRA

- “Pensar como uma Montanha”: conceitos e conceptualização do ecocentrismo em Atividades de Montanha

- Ética e Estética da Preservação e da Conservação da Natureza: as especificidades na obra de Leopold

· APLIC'AÇÕES









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Esta não é a primeira vez que abordamos a Ética da Terra de Aldo Leopold e a sua obra fundacional "Pensar Como Uma Montanha" (Edições Sempre-em-Pé, 2008), no âmbito da Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal. De facto, publicámos um trecho da "ESTÉTICA DA CONSERVAÇÃO, inserido num artigo, intitulado "A conservação da natureza em Montanha", na revista Campismo e Montanhismo - Ano 9, Série I, nº 35, Jul-Set. 2012.



sábado, 1 de agosto de 2026

Ao encontro

 

Deparei hoje, exposto numa parede, no restaurante onde almocei, com um livro de referência na minha infância e adolescência: "Ao encontro da Natureza". Tendo em conta o contexto urbano em que nasci e vivi, tratou-se de um verdadeiro e literal incentivo para a (re)ligação e/ou (re)conexão à Natureza... Uma coincidência significativa (?), se considerarmos que se trata de uma edição de 1978, esgotada há muitos anos (apesar da sua fácil aquisição em alfarrabistas ou livreiros, designadamente na Internet). "Ao encontro da Natureza" continua na minha biblioteca e será sempre uma fonte de inspiração.




Ética e Conservação da Natureza

 


O workshop sobre "Ética e Conservação da Natureza em Atividades de Montanha" que reuniu ontem, 31 de julho, um amplo conjunto de entidades, na Quinta Pedagógica de S. Paulo (Setúbal), foi um sucesso. Os trabalhos desenvolvidos durante a tarde, com base na apresentação de comunicações e de mesas de trabalho (breakout groups), resultaram num conjunto significativo de resultados, que irão ser coligidos e aprofundados em iniciativas futuras. O evento de hoje foi organizado pela Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal, através do seu Centro de Formação/Escola Nacional de Montanhismo (CF-FCMP/ENM), pela Sociedade Para o Estudo das Aves (SPEA), pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), pelo Parque Natural da Arrábida (PNA), pela Arrábida Biosfera e pela Associação dos Municípios da Região de Setúbal (AMRS). A iniciativa, realizada no âmbito das comemorações dos 50 anos do PNA, será o ponto de partida de um conjunto de atividades que se irão realizar neste ano e nos próximos.


sábado, 25 de julho de 2026

Thoreau e a Ética Ambiental

 


O Centro de Formação da Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal/Escola Nacional de Montanhismo (CF-FCMP/ENM) vai realizar, no dia 6 de Agosto, mais uma Palestra da Ética, desta feita sobre “Thoreau e a Ética Ambiental: Walden ou A Vida nos Bosques”. A pertinência desta ação de formação resulta da importância que a ética e a deontologia assumem enquanto competências comportamentais (soft skills) no âmbito das Atividades de Montanha. Competências e matérias teóricas, passíveis de implementar na prática, com crescente e notório interesse no contexto dos Desportos de Montanha, designadamente no âmbito do enquadramento e do treino de praticantes com elevados níveis de qualidade e exigência, na linha do Programa Nacional de Ética no Desporto (PNED). A formação contínua na área da ética e da deontologia revela-se de fundamental importância como garante de eficiência e de eficácia no desempenho das funções dos Treinadores Profissionais em Desportos de Montanha. É neste contexto que surge a abordagem da vida e obra de Henry David Thoreau, com o aprofundamento e leitura crítica do livro Walden ou A Vida nos Bosques, um marco incontornável da Ética Ambiental, com vista à sua utilização prática no âmbito das funções dos Treinadores de Desportos de Montanha s.l.. Esta trata-se de uma obra fundacional da Ética Ambiental, que assume importância singular na Ética do Desporto em Atividades de Ar Livre, em geral, e em Atividades de Montanha, em particular. A ignorância da componente ambiental da ética em Atividades de Ar Livre/Montanha trata-se de uma lacuna grosseira na formação de Treinadores, na linha do Plano Nacional de Formação de Treinadores (PNFT), que se deseja e pretende interdisciplinar ou transdisciplinar. É, portanto, esta lacuna que a palestra pretende colmatar ao enquadrar e destacar o pensamento de Henry David Thoreau no contexto da Ética Ambiental e sua aplicação prática no contexto da liderança e condução de praticantes em Atividades/Desportos de Montanha, mormente aquelas que são enquadradas por detentores de Título Profissional de Treinador de Desporto (TPTD).

 CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS:

· ENQUADRAMENTO

                    - Ler os Clássicos da Ética Ambiental e sua aplicação no treino de praticantes em Atividades de Montanha: o exemplo de Thoreau

· INTRODUÇÃO

                    - Os antecedentes: sturm und drang, românticos, transcendentalistas de Concord, John Muir e outros pioneiros da Ética Ambiental

                    - A vida e obra de Henry David Thoreau e a Ética Ambiental

· WALDEN OU A VIDA NOS BOSQUES

                    - Ética Ambiental nas Atividades de Montanha: a importância de Thoreau

                    - Estética Ambiental nas Atividades de Montanha: a importância de Thoreau

- Utilização de estratégias de ensino outdoor e indoor da Ética Ambiental no âmbito de atividades conduzidas por detentores de TPTD – Título Profissional de Treinador de Desporto

- Estratégias de sensibilização e educação ambiental nas diferentes Estações do Ano

                    - “Walden ou A Vida nos Bosques”: conceitos e conceptualização do biocentrismo e do ecocentrismo em Atividades de Montanha

                    - Ética e Estética da Preservação e da Conservação da Natureza: as especificidades na obra de Thoreau

· CONCLUSÕES


Para mais informações, consulte o site da FCMP.


sábado, 18 de julho de 2026

LIBERT'AÇÃO

 

Na passada quinta-feira (16 de julho) estive, no papel de moderador, em mais uma edição das Palestras da Montanha, uma "rubrica' de formação contínua organizada pelo Centro de Formação da Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal/Escola Nacional de Montanhismo (CF-FCMP/ENM). Dessa feita, a palestra, a cargo do doutorando e treinador Eduardo Mata, versou o tema das "Atividades de Montanha e de Pedestrianismo no âmbito do Turismo Desconectado". Uma temática que desperta um interesse crescente, tendo em conta a generalização de situações de dependência das redes sociais e de interações constantes com o telemóvel. Nessa interessante palestra verificou-se também a alusão à importância que a IA já tem e que, sobretudo, irá ter; situação que também terá de ser alvo de estratégias de desconexão. Neste contexto, deixo aqui uma reflexão do escritor Ted Chiang. Quer a palestra de Mata, quer a entrevista a Chiang, levam-me a pensar como será o futuro, a curto, médio e longo prazo, da prática de atividades de ar livre, em geral, e de atividades de montanha, em particular... Uma espécie de terapia para (ajudar a) viver ou sobreviver?



domingo, 7 de junho de 2026

A Arte de Caminhar

 


O Clube Filosófico de Leitura da Nova Acrópole de Coimbra realizou ontem uma sessão de leitura, das 18:30 às 20:00, presencialmente, na sua sede, e on-line, através do Zoom. O livro alvo de atenção foi A Arte de Caminhar – Um passo de cada vez, do filósofo e explorador norueguês Erling Kagge. O evento começou por uma breve apresentação da obra e do próprio autor, por parte de Humberto Jorge, da Nova Acrópole, tendo-se seguido um conjunto de comentários proferidos pela maior parte dos participantes.

Foi muito interessante o facto de todos os intervenientes se identificarem como “praticantes” regulares de caminhada. Na verdade, de diversos tipos de caminhadas: caminhar enquanto vivência com base na corporeidade, como meio de transporte no dia-a-dia, como acto privilegiado de socialização, como forma de interiorização, como terapia do corpo e da mente, como forma de reflexão e despertar de pensamentos, como meio de contemplação, entre outras facetas.

Fiquei muito grato por regressar a esta importante obra de Erling Kagge, que me trouxe gratas recordações. Procurei um texto que escrevi no blogue Pedestris, com base na primeira frase do livro: «Houve um dia em que a minha avó deixou de andar» (KAGGE, 2018: 15), mas, infortunadamente, não consegui descobri-lo. Deixo aqui, todavia, um trecho d’A Arte de Caminhar, do meu ponto de vista muitíssimo significativo e importante, sobre o desafio do desconforto; tema que foi aflorado ontem no clube de leitura. E tomo, igualmente, a liberdade de colocar uma ligação a um texto que escrevi, em 2014, sobre A Arte de Andar.

 

Livro:

KAGGE, Erling (2018). A Arte de Caminhar – Um passo de cada vez. Lisboa: Quetzal Editores

quinta-feira, 4 de junho de 2026

Passear

 


Como já é tradição, hoje de manhã fui passear à Feira do Livro de Lisboa. Gosto de deambular no Parque Eduardo Sétimo e como ainda sofro de uma certa “bibliofagia” (confesso que aprecio caminhar entre livros, se assim me poderei expressar), juntei o útil ao agradável. No entanto, ando mais seletivo e o objetivo de hoje era mesmo andar a pé e comprar o livro “O Passeio”, de Robert Walser, acabadinho de ser publicado, com a chancela da Antígona (Junho de 2026).

Quando cheguei ao “stand” da Antígona pedi o “Passeio”, tendo sido informado que não havia nenhum exemplar: um senhor terá comprado, ontem, uns 10 livros e novos exemplares só chegariam hoje à tarde ou amanhã. Fui assolado por uma espécie de “enorme vazio”, afinal tinha ido à feira do livro fundamentalmente para comprar o livro de Robert Walser e… nada! O rapaz da Antígona, não sei se terá tido pena de mim e/ou se teve uma lembrança de última hora, que, após escassos minutos de eu estar a olhar para os livros expostos, me disse ter ainda um último exemplar. Fiquei, sem dúvida, radiante… Recomendo vivamente a sua leitura e deixo aqui um primeiro passo, para abrir o apetite.

«Passear», disse eu, em resposta, «é algo que tenho imperativamente de fazer, para me revigorar e para preservar a ligação com o mundo vivo, sem a sensação do qual não seria capaz de escrever metade de uma letra que fosse, nem compor o mais ínfimo poema em verso ou em prosa.

Walser, Robert. 2026. O Passeio. Lisboa: Antígona, p. 72.

Ética e(m) Atividades de Montanha

 



No passado dia 2 de junho apresentei uma palestra on-line, das 20:00 às 23:00, sobre “Ética e Deontologia em Desportos de Montanha”, inserida na rúbrica Palestras da Ética, organizada pelo Centro de Formação da Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal/Escola Nacional de Montanhismo (CF-FCMP/ENM). Esta iniciativa, sob o título “Ética e Deontologia em Desportos de Montanha”, perfez praticamente uma década de intervenções sobre ética ambiental e/ou ética desportiva, no CF-FCMP/ENM. A primeira iniciativa do género realizou-se, presencialmente, nas instalações do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos, em Lisboa, tendo contado com a presença de meia centena de treinadores, técnicos especialistas e praticantes. Nesse mesmo ano, de 2017, a iniciativa foi replicada na cidade do Porto, e também contou com casa cheia.

As palestras sobre ética em desportos de montanha realizaram-se anualmente, até hoje, invariavelmente promovidas pelo CF-FCMP/ENM, e apoiadas, desde há alguns anos a esta parte, pelo Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ), no âmbito do Plano Nacional de Ética no Desporto (PNED). O interesse pela temática da ética no desporto e a originalidade da importância dada à ética ambiental, no contexto de atividades de ar livre, em geral, e de atividades de montanha, em particular, fez com que as iniciativas se tenham estendido a outros pontos do país e a diversas entidades, designadamente: a Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade da Beira Interior (Covilhã),  a Escola Superior de Educação, Comunicação e Desporto do Instituto Politécnico da Guarda, a Escola Superior de Desporto e Lazer do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (Melgaço), a Escola Técnica Superior Profissional do Instituto Politécnico do Cavado e do Ave (Braga) e a Escola Superior de Desporto de Rio Maior do Instituto Politécnico de Santarém, entre outras.

A originalidade do “programa” da ética, no CF-FCMP/ENM, em 2026, centra-se no aprofundamento da componente de ética ambiental, com a realização de três palestras complementares à “Ética e Deontologia em Desportos de Montanha”. No dia 6 de Agosto realizar-se-á uma palestra sobre “Thoreau e a Ética Ambiental: Walden ou a Vida nos Bosques”, no dia 17 de Setembro outra palestra sobre “Pensar como uma Montanha: Aldo Leopold e a Ética da Terra” e, por fim, a 15 de Outubro "De Arne Naess a David Abram: Ecologia Profunda e as Éticas Ecosóficas".





Ano(s) do Treinador

  Ontem, 25 de setembro, comemorou-se o Dia do Treinador. Um dia celebrado no mundo inteiro, como forma de reconhecimento da importância do...