Pedestris - Andar Encantado
anDANÇAs & enCANTAmentos
sábado, 5 de setembro de 2026
Juan Mari
segunda-feira, 17 de agosto de 2026
Como uma Montanha
As inscrições na próxima edição da Palestra da Ética, a decorrer no dia 17 de setembro, abriram hoje. O tema, desta feita, é sobre "Pensar como uma Montanha: Aldo Leopold e a Ética da Terra". Será um percurso sobre o pensamento e a obra de Aldo Leopold, com base no seu livro seminal "Pensar como uma Montanha - A Sand County Almanac" (1949), um clássico incontornável da literatura ambiental(ista) e da Ética Ambiental. Para mais informações, consulte o site da Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal (FCMP).
Conteúdos programáticos:
· INTRODUÇÃO
- Ler os Clássicos da Ética Ambiental e sua aplicação no treino de praticantes em Atividades de Montanha: o exemplo de Aldo Leopold
· ALDO LEOPOLD E A ÉTICA AMBIENTAL
- Os antecedentes: sturm und drang, românticos, transcendentalistas de Concord, John Muir e outros pioneiros da Ética Ambiental
- A vida e obra de Aldo Leopold e a Ética da Terra
· PENSAR COMO UMA MONTANHA
-
Ética Ambiental nas Atividades de Montanha: a importância de Aldo Leopold
- Estética Ambiental nas Atividades de Montanha: a importância de Aldo Leopold
- Utilização de estratégias de ensino outdoor e indoor da Ética Ambiental no âmbito de atividades conduzidas por detentores de TPTD – Título Profissional de Treinador de Desporto
- Estratégias de sensibilização e educação ambiental nas diferentes Estações do Ano
· A ÉTICA DA TERRA
- “Pensar como uma Montanha”: conceitos e conceptualização do ecocentrismo em Atividades de Montanha
- Ética e Estética da Preservação e da Conservação da Natureza: as especificidades na obra de Leopold
· APLIC'AÇÕES

sábado, 1 de agosto de 2026
Ao encontro
Deparei hoje, exposto numa parede, no restaurante onde almocei, com um livro de referência na minha infância e adolescência: "Ao encontro da Natureza". Tendo em conta o contexto urbano em que nasci e vivi, tratou-se de um verdadeiro e literal incentivo para a (re)ligação e/ou (re)conexão à Natureza... Uma coincidência significativa (?), se considerarmos que se trata de uma edição de 1978, esgotada há muitos anos (apesar da sua fácil aquisição em alfarrabistas ou livreiros, designadamente na Internet). "Ao encontro da Natureza" continua na minha biblioteca e será sempre uma fonte de inspiração.
Ética e Conservação da Natureza
O workshop sobre "Ética e
Conservação da Natureza em Atividades de Montanha" que reuniu ontem, 31 de
julho, um amplo conjunto de entidades, na Quinta Pedagógica de S. Paulo
(Setúbal), foi um sucesso. Os trabalhos desenvolvidos durante a tarde, com base
na apresentação de comunicações e de mesas de trabalho (breakout groups),
resultaram num conjunto significativo de resultados, que irão ser coligidos e
aprofundados em iniciativas futuras. O evento de hoje foi organizado pela
Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal, através do seu Centro de
Formação/Escola Nacional de Montanhismo (CF-FCMP/ENM), pela Sociedade Para o
Estudo das Aves (SPEA), pelo Instituto da Conservação da Natureza e das
Florestas (ICNF), pelo Parque Natural da Arrábida (PNA), pela Arrábida Biosfera
e pela Associação dos Municípios da Região de Setúbal (AMRS). A iniciativa,
realizada no âmbito das comemorações dos 50 anos do PNA, será o ponto de
partida de um conjunto de atividades que se irão realizar neste ano e nos
próximos.
sábado, 25 de julho de 2026
Thoreau e a Ética Ambiental
O
Centro de Formação da Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal/Escola
Nacional de Montanhismo (CF-FCMP/ENM) vai realizar, no dia 6 de Agosto, mais
uma Palestra da Ética, desta feita sobre “Thoreau e a Ética Ambiental: Walden
ou A Vida nos Bosques”. A pertinência desta ação de formação resulta da importância
que a ética e a deontologia assumem enquanto competências comportamentais (soft
skills) no âmbito das Atividades de Montanha. Competências e matérias
teóricas, passíveis de implementar na prática, com crescente e notório interesse
no contexto dos Desportos de Montanha, designadamente no âmbito do
enquadramento e do treino de praticantes com elevados níveis de qualidade e
exigência, na linha do Programa Nacional de Ética no Desporto (PNED). A
formação contínua na área da ética e da deontologia revela-se de fundamental
importância como garante de eficiência e de eficácia no desempenho das funções
dos Treinadores Profissionais em Desportos de Montanha. É neste contexto que
surge a abordagem da vida e obra de Henry David Thoreau, com o aprofundamento e
leitura crítica do livro Walden ou A
Vida nos Bosques, um marco incontornável da
Ética Ambiental, com vista à sua utilização prática no âmbito das funções dos
Treinadores de Desportos de Montanha s.l.. Esta trata-se de uma obra
fundacional da Ética Ambiental, que assume importância singular na Ética do
Desporto em Atividades de Ar Livre, em geral, e em Atividades de Montanha, em
particular. A ignorância da componente ambiental da ética em Atividades de Ar Livre/Montanha
trata-se de uma lacuna grosseira na formação de Treinadores, na linha do Plano Nacional de Formação de Treinadores (PNFT), que se deseja e pretende
interdisciplinar ou transdisciplinar. É, portanto, esta lacuna que a palestra
pretende colmatar ao enquadrar e destacar o pensamento de Henry David
Thoreau no contexto da Ética Ambiental e sua aplicação prática no contexto da
liderança e condução de praticantes em Atividades/Desportos de Montanha,
mormente aquelas que são enquadradas por detentores de Título Profissional de
Treinador de Desporto (TPTD).
· ENQUADRAMENTO
-
Ler os Clássicos da Ética Ambiental e sua aplicação no treino de praticantes em
Atividades de Montanha: o exemplo de Thoreau
· INTRODUÇÃO
-
Os antecedentes: sturm und drang,
românticos, transcendentalistas de Concord, John Muir e outros pioneiros
da Ética Ambiental
-
A vida e obra de Henry David Thoreau e a Ética Ambiental
· WALDEN OU A VIDA NOS BOSQUES
-
Ética Ambiental nas Atividades de Montanha: a importância de Thoreau
-
Estética Ambiental nas Atividades de Montanha: a importância de Thoreau
- Utilização
de estratégias de ensino outdoor e indoor da
Ética Ambiental no âmbito de atividades conduzidas por detentores de TPTD –
Título Profissional de Treinador de Desporto
-
Estratégias de sensibilização e educação ambiental nas diferentes Estações do
Ano
-
“Walden ou A Vida nos Bosques”: conceitos e conceptualização do
biocentrismo e do ecocentrismo em Atividades de Montanha
-
Ética e Estética da Preservação e da Conservação da Natureza: as
especificidades na obra de Thoreau
· CONCLUSÕES
Para mais
informações, consulte o site da FCMP.
sábado, 18 de julho de 2026
LIBERT'AÇÃO
Na passada quinta-feira (16 de julho) estive, no papel de moderador, em mais uma edição das Palestras da Montanha, uma "rubrica' de formação contínua organizada pelo Centro de Formação da Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal/Escola Nacional de Montanhismo (CF-FCMP/ENM). Dessa feita, a palestra, a cargo do doutorando e treinador Eduardo Mata, versou o tema das "Atividades de Montanha e de Pedestrianismo no âmbito do Turismo Desconectado". Uma temática que desperta um interesse crescente, tendo em conta a generalização de situações de dependência das redes sociais e de interações constantes com o telemóvel. Nessa interessante palestra verificou-se também a alusão à importância que a IA já tem e que, sobretudo, irá ter; situação que também terá de ser alvo de estratégias de desconexão. Neste contexto, deixo aqui uma reflexão do escritor Ted Chiang. Quer a palestra de Mata, quer a entrevista a Chiang, levam-me a pensar como será o futuro, a curto, médio e longo prazo, da prática de atividades de ar livre, em geral, e de atividades de montanha, em particular... Uma espécie de terapia para (ajudar a) viver ou sobreviver?
domingo, 7 de junho de 2026
A Arte de Caminhar
O
Clube Filosófico de Leitura da Nova Acrópole de Coimbra realizou ontem uma
sessão de leitura, das 18:30 às 20:00, presencialmente, na sua sede, e on-line,
através do Zoom. O livro alvo de atenção foi A Arte de Caminhar – Um passo de
cada vez, do filósofo e explorador norueguês Erling Kagge. O evento
começou por uma breve apresentação da obra e do próprio autor, por parte de Humberto
Jorge, da Nova Acrópole, tendo-se seguido um conjunto de comentários proferidos
pela maior parte dos participantes.
Foi
muito interessante o facto de todos os intervenientes se identificarem como “praticantes”
regulares de caminhada. Na verdade, de diversos tipos de caminhadas: caminhar enquanto
vivência com base na corporeidade, como meio de transporte no dia-a-dia, como acto
privilegiado de socialização, como forma de interiorização, como terapia do
corpo e da mente, como forma de reflexão e despertar de pensamentos, como meio
de contemplação, entre outras facetas.
Fiquei
muito grato por regressar a esta importante obra de Erling Kagge, que me trouxe
gratas recordações. Procurei um texto que escrevi no blogue Pedestris, com base
na primeira frase do livro: «Houve um dia em que a minha avó deixou de andar»
(KAGGE, 2018: 15), mas, infortunadamente, não consegui descobri-lo. Deixo aqui,
todavia, um trecho d’A Arte de Caminhar, do meu ponto de vista
muitíssimo significativo e importante, sobre o desafio do desconforto; tema que
foi aflorado ontem no clube de leitura. E tomo, igualmente, a liberdade de
colocar uma ligação a um texto que escrevi, em 2014, sobre A Arte de Andar.
Livro:
KAGGE,
Erling (2018). A Arte de Caminhar – Um passo de cada vez. Lisboa:
Quetzal Editores
quinta-feira, 4 de junho de 2026
Passear
Como
já é tradição, hoje de manhã fui passear à Feira do Livro de Lisboa. Gosto de deambular
no Parque Eduardo Sétimo e como ainda sofro de uma certa “bibliofagia” (confesso que aprecio caminhar entre livros, se assim me poderei expressar), juntei o útil ao agradável. No entanto, ando mais seletivo e o objetivo de hoje era
mesmo andar a pé e comprar o livro “O Passeio”, de Robert Walser, acabadinho de
ser publicado, com a chancela da Antígona (Junho de 2026).
Quando cheguei ao “stand” da Antígona pedi o “Passeio”, tendo sido informado que não havia nenhum exemplar: um senhor terá comprado, ontem, uns 10 livros e novos exemplares só chegariam hoje à tarde ou amanhã. Fui assolado por uma espécie de “enorme vazio”, afinal tinha ido à feira do livro fundamentalmente para comprar o livro de Robert Walser e… nada! O rapaz da Antígona, não sei se terá tido pena de mim e/ou se teve uma lembrança de última hora, que, após escassos minutos de eu estar a olhar para os livros expostos, me disse ter ainda um último exemplar. Fiquei, sem dúvida, radiante… Recomendo vivamente a sua leitura e deixo aqui um primeiro passo, para abrir o apetite.
«Passear»,
disse eu, em resposta, «é algo que tenho imperativamente de fazer, para me
revigorar e para preservar a ligação com o mundo vivo, sem a sensação do qual
não seria capaz de escrever metade de uma letra que fosse, nem compor o mais
ínfimo poema em verso ou em prosa.
Walser,
Robert. 2026. O Passeio. Lisboa: Antígona, p. 72.
Ética e(m) Atividades de Montanha
No
passado dia 2 de junho apresentei uma palestra on-line, das 20:00 às
23:00, sobre “Ética e Deontologia em Desportos de Montanha”, inserida na
rúbrica Palestras da Ética, organizada pelo Centro de Formação da Federação de
Campismo e Montanhismo de Portugal/Escola Nacional de Montanhismo
(CF-FCMP/ENM). Esta iniciativa, sob o título “Ética e Deontologia em
Desportos de Montanha”, perfez praticamente uma década de intervenções sobre ética
ambiental e/ou ética desportiva, no CF-FCMP/ENM. A primeira iniciativa do género
realizou-se, presencialmente, nas instalações do Sindicato dos Trabalhadores
dos Impostos, em Lisboa, tendo contado com a presença de meia centena de treinadores,
técnicos especialistas e praticantes. Nesse mesmo ano, de 2017, a iniciativa
foi replicada na cidade do Porto, e também contou com casa cheia.
As
palestras sobre ética em desportos de montanha realizaram-se anualmente, até
hoje, invariavelmente promovidas pelo CF-FCMP/ENM, e apoiadas, desde há alguns
anos a esta parte, pelo Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ), no âmbito
do Plano Nacional de Ética no Desporto (PNED). O interesse pela temática da
ética no desporto e a originalidade da importância dada à ética ambiental, no
contexto de atividades de ar livre, em geral, e de atividades de montanha, em
particular, fez com que as iniciativas se tenham estendido a outros pontos do
país e a diversas entidades, designadamente: a Faculdade de Ciências Sociais e
Humanas da Universidade da Beira Interior (Covilhã), a Escola Superior de Educação, Comunicação e
Desporto do Instituto Politécnico da Guarda, a Escola Superior de Desporto e
Lazer do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (Melgaço), a Escola Técnica
Superior Profissional do Instituto Politécnico do Cavado e do Ave (Braga) e a Escola
Superior de Desporto de Rio Maior do Instituto Politécnico de Santarém, entre outras.
A originalidade do “programa” da ética, no CF-FCMP/ENM, em 2026, centra-se no aprofundamento da componente de ética ambiental, com a realização de duas palestras complementares à “Ética e Deontologia em Desportos de Montanha”. No dia 6 de Agosto realizar-se-á uma palestra sobre “Thoreau e Walden ou a Vida nos Bosques” e no dia 17 de Setembro outra palestra sobre “Pensar como uma Montanha: Aldo Leopold e a Ética da Terra”.
sábado, 2 de maio de 2026
Será desta?
Vamos lá ver se é desta! Parece que o problema que afectou este blogue, desde o final de 2024 até hoje – Beltane e Plenilúnio de 2026 –, foi solucionado. Tratou-se de um transtorno bastante desagradável e que se saldou pela não publicação de um conjunto muito significativo de textos… Vamos voltar paulatinamente à marcha – pé-ante-pé, passo-a-passo – com renovado fulgor, vontade de trilhar caminhos inéditos e implementar renovados ritmos, sem esquecer a originalidade de regressar às origens. Estamos imensamente gratos a todos aqueles que têm acompanhado o Pedestris ao longo de mais de uma década de publicações sobre anDANÇAs & enCANTAmentos. Contamos com o vosso interesse e companhia. Estamos juntos (e continuaremos juntos).
quinta-feira, 4 de setembro de 2025
Juan Mari
Juan Mari Feliu Dord (Pamplona, 1942) faleceu ontem: 4 de setembro de 2026. Foi um escritor prolífero no âmbito da história do montanhismo...
-
«O Carro do Armando: um bocadinho a pé, um bocadinho andando!» Andar e/ou correr tornou-se para ele num meio de transporte primário, ...













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