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quinta-feira, 1 de outubro de 2026

V Seminário Manuel Sérgio

 


É com enorme satisfação e sentido de responsabilidade que agradeço o convite pessoal que me foi endereçado para participar no V Seminário Manuel Sérgio, integrando um dos seus workshops. É uma honra poder fazer parte desta iniciativa, que presta homenagem ao pensamento e ao legado do filósofo Manuel Sérgio, e contribuir, ainda que modestamente, para um espaço de reflexão, partilha e diálogo em torno do desporto e das suas múltiplas dimensões, mormente no âmbito da ética e Atividades de Montanha.

O V Seminário Manuel Sérgio realiza-se de 14 de outubro a 11 de novembro de 2026 e este ano é dedicado ao tema “O gesto desportivo – ética, motricidade e espiritualidade”. Este evento é organizado pela Cátedra Manuel Sérgio – Desporto, Ética e Transcendência do Centro de Investigação em Teologia e Estudos Religiosos da Universidade Católica Portuguesa (CITER-UCP), em parceria com o Instituto Português do Desporto e Juventude/Plano Nacional de Ética no Desporto (IPDJ/PNED), sob a coordenação do Prof. Dr. Alfredo Teixeira. Segundo a organização, este Seminário tem por objetivo «compreender o papel do desporto na construção da cultura contemporânea; identificar correlações antropológicas entre o desporto e a experiência simbólica; reconhecer problemas éticos nas culturas desportivas; capacitar para a apropriação pedagógica dos problemas da ética desportiva; qualificar para o desenvolvimento das dimensões éticas e espirituais do desporto, com base no legado de Manuel Sérgio».

O Seminário irá decorrer em cinco sessões síncronas online, no Microsoft Teams, das 18:30 às 20:00, segundo o seguinte calendário e temário:

· 14 de outubro

I Workshop: Correr – passagem, meta e resistência

Formadores: Rita Nunes (COP) e Alexandre Palma (UCP-CITER)

· 21 de outubro

II Workshop: Saltar – emancipação, transgressão, dramatização do limite

Formadores: Duarte Araújo e Patrícia Mamona (FMH-HL) e Maria José Fazenda (ESD-IPL)

· 28 de outubro

III Workshop: Mergulhar – passagem, imersão, metamorfose

Formadores: Elsa Pereira (ESEC-UAlg) e Cátia Tuna (UCP-CEHR)

· 4 de novembro

IV Workshop: Driblar – astúcia, desvio, imaginação

Formadores: Marco Vaz (Jornal Público) e Alfredo Teixeira (UCP-CITER)

· 11 de novembro

V Workshop: Escalar – ascensão, transformação, ética do risco

Formadores: Pedro Cuiça (FCMP) e José Pedro Angélico (UCP-CITER).

O Seminário está validado pelo IPDJ como ação de formação contínua, atribuindo unidades de crédito, 0.2 UC por workshop, para a revalidação dos títulos de Treinador de Desporto, de Técnico de Exercício Físico e de Diretor Técnico. As inscrições, gratuitas, estarão abertas até ao dia 11 de outubro.


quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Leave no Trace

 Leave No Trace em Portugal

Educação, Ética e Sustentabilidade Outdoor – Deixar apenas pegadas. Levar apenas lembranças. Ensinar com propósito


A Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal, através do seu Centro de Formação/Escola Nacional de Montanhismo (CF-FCMP/ENM), vai realizar, em parceria com a Gear Tips, formação de Instrutores Leave No Trace – Nível 1 .

As inscrições para a primeira edição do Curso de Instrutor Leave No Trace – Nível 1, agendado para 20 a 22 de novembro de 2026, esgotaram literalmente de um dia para o outro: foram abertas no dia 28 e fecharam no dia 29 de setembro. O elevado interesse pela formação Leave No Trace fez com que rapidamente fosse lançada uma segunda edição do Curso de Instrutor Leave No Trace – Nível 1, agendada para o fim de semana seguinte (27 a 29 de novembro).

Estes “cursos piloto”, em Portugal, constituem uma oportunidade única de detentores de Título Profissional de Treinador de Desporto (TPTD) e de outros interessados na implementação de boas práticas ambientais, no âmbito das atividades de ar livre, passarem a integrar a prestigiada rede de instrutores Leave No Trace.

Não deixes passar esta segunda oportunidade,  INSCREVE-TE JÁ.




segunda-feira, 28 de setembro de 2026

LNT em Portugal

 

Leave No Trace chega a Portugal

Educação, Ética e Sustentabilidade Outdoor 

Deixar apenas pegadas. Levar apenas lembranças. Ensinar com propósito.



A Gear Tips e a Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal, através do seu Centro de Formação)/Escola Nacional de Montanhismo (CF-FCMP/ENM), vão realizar, nos dias 20 a 22 de novembro, um Curso de Instrutor Leave No Trace – Nível 1, com o apoio institucional do Instituto Português do Desporto e Juventude, Instituto Público (IPDJ, I.P.). O curso irá decorrer no CEADA – Campo de Educação Ambiental da Arrábida (Setúbal), com condições ótimas para a implementação das metodologias de ensino outdoor e educação experiencial Leave No Trace.

A Gear Tips é um ecossistema/plataforma dedicada às atividades de ar livre, responsável designadamente pela Gear Tips Academy e pelo programa CAPACITAR. O Gear Tips é o parceiro oficial da Leave No Trace no Brasil e em 2025 o programa CAPACITAR recebeu o mais alto nível de reconhecimento da Leave No Trace, atribuído pela primeira vez fora dos Estados Unidos da América: o Leave No Trace Gold Standard Program. A Leave No Trace é uma organização sem fins lucrativos, sediada nos Estados Unidos, e que está presente em mais de 90 países, sendo uma referência mundial na área da sensibilização/educação ambiental e ética outdoor.

Os formadores deste curso são Pedro Lacaz Amaral e Bruno Negreiros. O Pedro é CEO da Gear Tips e detentor de diversas qualificações de Instrutor Leave No Trace, nomeadamente pelo LNT Center For Outdoor Ethics (2020) e pela Outward Boud Brasil (2020). O Bruno é o coordenador do Programa CAPACITAR da Gear Tips, desde 2023, tendo formado mais de uma centena de alunos no âmbito do Leave No Trace, de que é Instrutor Nível 1 e Nível 2.

Este “curso piloto”, em Portugal, trata-se de uma oportunidade única de detentores de Título Profissional de Treinador de Desporto (TPTD) e de outros interessados na implementação de boas práticas ambientais, no âmbito das atividades de ar livre, passarem a integrar a prestigiada rede de instrutores Leave No Trace. Os formandos irão obter certificação oficial de Instrutor Leave No Trace – nível 1, irão receber uma camisola oficial de Instrutor Leave No Trace e serão incluídos na rede de instrutores Gear Tips – Programa CAPACITAR, podendo ministrar workshops e palestras Leave No Trace com emissão de certificados internacionais. As inscrições podem ser efetuadas no site da FCMP.




sábado, 26 de setembro de 2026

Ensino de Ecologia Profunda

 


A próxima Palestra da Ética, organizada pelo Centro de Formação da Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal/Escola Nacional de Montanhismo (CF-FCMP/ENM) irá decorrer no dia 15 de outubro, das 20:00 às 22:00, sob o tema “De Arne Naess a David Abram: ecologia profunda e as éticas ecosóficas”. A Ética e a Deontologia surgem como componentes de importância e interesse crescentes no contexto do desenvolvimento dos Desportos de Montanha, designadamente no âmbito do enquadramento e treino de praticantes com elevados níveis de qualidade e exigência, na linha do Plano Nacional de Ética no Desporto (PNED). A formação contínua na área da Ética e da Deontologia revela-se de fundamental importância como garante de eficiência e de eficácia no desempenho das funções de Treinador em Desportos de Montanha. É neste contexto que surge a abordagem da vida e obra do fundador da Ecologia Profunda, Arne Naess, e das ecosofias de diversos autores, designadamente de Nils Faarlund (o fundador da Escola Norueguesa de Montanhismo), de Bill Deval e George Sessions, e de David Abram. O objetivo é transpor os conhecimentos adquiridos neste webinar teórico na prática, no terreno, no contexto das funções e competências (softskills) dos Treinadores de Desportos de Montanha s.l..

Esta iniciada insere-se e encerra uma “quadrilogia” de Palestras da Ética dirigidas a Treinadores:

1)       Ética e Deontologia em Desportos de Montanha (2 de junho);

2)       Thoreau e a Ética Ambiental: Walden ou A Vida nos Bosques (6 de agosto);

3)       Pensar como uma Montanha: Aldo Leopold e a Ética da Terra (17 de setembro);

4)       De Arne Naess a David Abram: Ecologia Profunda e as Éticas Ecosóficas (15 de outubro).

Uma sequência de Palestras da Ética que assume uma importância singular na formação de Treinadores, na área da Ética do Desporto e da Ética Ambiental em Atividades de Ar Livre, em geral, e em Atividades de Montanha, em particular. A ignorância da componente ambiental da ética em Atividades de Ar Livre/Montanha trata-se de uma lacuna grosseira na formação de Treinadores, que se deseja e pretende interdisciplinar ou, melhor, transdisciplinar. Formação que, estando alinhada com o Programa Nacional de Formação de Treinadores (PNFT) e o Plano Nacional de Ética no Desporto (PNED), não deve estar apartada da componente ambiental, mormente num contexto de impactantes alterações climáticas.

Esta última Palestra da Ética, da “quadrilogia” referida acima, pretende enquadrar e destacar a originalidade e a importância do pensamento/movimento da Ecologia Profunda, no âmbito do enquadramento e treino em  Desportos de Montanha, desde a sua fundação, com a publicação do artigo seminal, de Arne Naess, The Shallow and the Deep, Long Range Ecology Movement: A Summary (1973); passando pela obra, de Bill Devall e George Sessions, Ecologia Profunda (1985); pela obra Nature & Culture: A Change Empowered by Joy (2023), de diversos autores (com particular destaque para Nils Faarlund); até ao livro, de David Abram, The Spell of the Sensuous: Perception and Language in a More-Than-Human World (1996). Esta derradeira palestra também pretende abordar a aplicação prática da ética da Ecologia Profunda no contexto da liderança e da condução/treino de praticantes em Atividades/Desportos de Montanha, mormente de detentores de Título Profissional de Treinador de Desporto (TPTD).



segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Como uma Montanha



As inscrições na próxima edição da Palestra da Ética, a decorrer no dia 17 de setembro, abriram hoje. O tema, desta feita, é sobre "Pensar como uma Montanha: Aldo Leopold e a Ética da Terra". Será um percurso sobre o pensamento e a obra de Aldo Leopold, com base no seu livro seminal "Pensar como uma Montanha - A Sand County Almanac" (1949), um clássico incontornável da literatura ambiental(ista) e da Ética Ambiental. Para mais informações, consulte o site da Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal (FCMP).








Conteúdos programáticos:

· INTRODUÇÃO

- Ler os Clássicos da Ética Ambiental e sua aplicação no treino de praticantes em Atividades de Montanha: o exemplo de Aldo Leopold

· ALDO LEOPOLD E A ÉTICA AMBIENTAL

- Os antecedentes: sturm und drang, românticos, transcendentalistas de Concord, John Muir e outros pioneiros da Ética Ambiental

- A vida e obra de Aldo Leopold e a Ética da Terra

· PENSAR COMO UMA MONTANHA

- Ética Ambiental nas Atividades de Montanha: a importância de Aldo Leopold

- Estética Ambiental nas Atividades de Montanha: a importância de Aldo Leopold

- Utilização de estratégias de ensino outdoor e indoor da Ética Ambiental no âmbito de atividades conduzidas por detentores de TPTD – Título Profissional de Treinador de Desporto

- Estratégias de sensibilização e educação ambiental nas diferentes Estações do Ano

· A ÉTICA DA TERRA

- “Pensar como uma Montanha”: conceitos e conceptualização do ecocentrismo em Atividades de Montanha

- Ética e Estética da Preservação e da Conservação da Natureza: as especificidades na obra de Leopold

· APLIC'AÇÕES










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Esta não é a primeira vez que abordamos a Ética da Terra de Aldo Leopold e a sua obra fundacional "Pensar Como Uma Montanha" (Edições Sempre-em-Pé, 2008), no âmbito da Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal. De facto, publicámos um trecho da "ESTÉTICA DA CONSERVAÇÃO, inserido num artigo, intitulado "A conservação da natureza em Montanha", na revista Campismo e Montanhismo - Ano 9, Série I, nº 35, Jul-Set. 2012.



sábado, 1 de agosto de 2026

Ética e Conservação da Natureza

 


O workshop sobre "Ética e Conservação da Natureza em Atividades de Montanha" que reuniu ontem, 31 de julho, um amplo conjunto de entidades, na Quinta Pedagógica de S. Paulo (Setúbal), foi um sucesso. Os trabalhos desenvolvidos durante a tarde, com base na apresentação de comunicações e de mesas de trabalho (breakout groups), resultaram num conjunto significativo de resultados, que irão ser coligidos e aprofundados em iniciativas futuras. O evento de hoje foi organizado pela Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal, através do seu Centro de Formação/Escola Nacional de Montanhismo (CF-FCMP/ENM), pela Sociedade Para o Estudo das Aves (SPEA), pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), pelo Parque Natural da Arrábida (PNA), pela Arrábida Biosfera e pela Associação dos Municípios da Região de Setúbal (AMRS). A iniciativa, realizada no âmbito das comemorações dos 50 anos do PNA, será o ponto de partida de um conjunto de atividades que se irão realizar neste ano e nos próximos.


sábado, 25 de julho de 2026

Thoreau e a Ética Ambiental

 


O Centro de Formação da Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal/Escola Nacional de Montanhismo (CF-FCMP/ENM) vai realizar, no dia 6 de Agosto, mais uma Palestra da Ética, desta feita sobre “Thoreau e a Ética Ambiental: Walden ou A Vida nos Bosques”. A pertinência desta ação de formação resulta da importância que a ética e a deontologia assumem enquanto competências comportamentais (soft skills) no âmbito das Atividades de Montanha. Competências e matérias teóricas, passíveis de implementar na prática, com crescente e notório interesse no contexto dos Desportos de Montanha, designadamente no âmbito do enquadramento e do treino de praticantes com elevados níveis de qualidade e exigência, na linha do Programa Nacional de Ética no Desporto (PNED). A formação contínua na área da ética e da deontologia revela-se de fundamental importância como garante de eficiência e de eficácia no desempenho das funções dos Treinadores Profissionais em Desportos de Montanha. É neste contexto que surge a abordagem da vida e obra de Henry David Thoreau, com o aprofundamento e leitura crítica do livro Walden ou A Vida nos Bosques, um marco incontornável da Ética Ambiental, com vista à sua utilização prática no âmbito das funções dos Treinadores de Desportos de Montanha s.l.. Esta trata-se de uma obra fundacional da Ética Ambiental, que assume importância singular na Ética do Desporto em Atividades de Ar Livre, em geral, e em Atividades de Montanha, em particular. A ignorância da componente ambiental da ética em Atividades de Ar Livre/Montanha trata-se de uma lacuna grosseira na formação de Treinadores, na linha do Plano Nacional de Formação de Treinadores (PNFT), que se deseja e pretende interdisciplinar ou transdisciplinar. É, portanto, esta lacuna que a palestra pretende colmatar ao enquadrar e destacar o pensamento de Henry David Thoreau no contexto da Ética Ambiental e sua aplicação prática no contexto da liderança e condução de praticantes em Atividades/Desportos de Montanha, mormente aquelas que são enquadradas por detentores de Título Profissional de Treinador de Desporto (TPTD).

 CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS:

· ENQUADRAMENTO

                    - Ler os Clássicos da Ética Ambiental e sua aplicação no treino de praticantes em Atividades de Montanha: o exemplo de Thoreau

· INTRODUÇÃO

                    - Os antecedentes: sturm und drang, românticos, transcendentalistas de Concord, John Muir e outros pioneiros da Ética Ambiental

                    - A vida e obra de Henry David Thoreau e a Ética Ambiental

· WALDEN OU A VIDA NOS BOSQUES

                    - Ética Ambiental nas Atividades de Montanha: a importância de Thoreau

                    - Estética Ambiental nas Atividades de Montanha: a importância de Thoreau

- Utilização de estratégias de ensino outdoor e indoor da Ética Ambiental no âmbito de atividades conduzidas por detentores de TPTD – Título Profissional de Treinador de Desporto

- Estratégias de sensibilização e educação ambiental nas diferentes Estações do Ano

                    - “Walden ou A Vida nos Bosques”: conceitos e conceptualização do biocentrismo e do ecocentrismo em Atividades de Montanha

                    - Ética e Estética da Preservação e da Conservação da Natureza: as especificidades na obra de Thoreau

· CONCLUSÕES


Para mais informações, consulte o site da FCMP.


sábado, 18 de julho de 2026

LIBERT'AÇÃO

 

Na passada quinta-feira (16 de julho) estive, no papel de moderador, em mais uma edição das Palestras da Montanha, uma "rubrica' de formação contínua organizada pelo Centro de Formação da Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal/Escola Nacional de Montanhismo (CF-FCMP/ENM). Dessa feita, a palestra, a cargo do doutorando e treinador Eduardo Mata, versou o tema das "Atividades de Montanha e de Pedestrianismo no âmbito do Turismo Desconectado". Uma temática que desperta um interesse crescente, tendo em conta a generalização de situações de dependência das redes sociais e de interações constantes com o telemóvel. Nessa interessante palestra verificou-se também a alusão à importância que a IA já tem e que, sobretudo, irá ter; situação que também terá de ser alvo de estratégias de desconexão. Neste contexto, deixo aqui uma reflexão do escritor Ted Chiang. Quer a palestra de Mata, quer a entrevista a Chiang, levam-me a pensar como será o futuro, a curto, médio e longo prazo, da prática de atividades de ar livre, em geral, e de atividades de montanha, em particular... Uma espécie de terapia para (ajudar a) viver ou sobreviver?



quarta-feira, 11 de dezembro de 2024

Dia Internacional da Montanha

 


Hoje, dia 11 de Dezembro, comemora-se o Dia Internacional da Montanha e, nesse contexto, irei apresentar uma palestra online sobre o valor intrínseco das montanhas e a necessidade imperiosa de preservar os ecossistemas de montanha, nomeadamente através da concretização de práticas verdadeiramente sustentáveis no âmbito das Actividades/Desportos de Montanha. Esta palestra, intitulada "Desporto e Turismo Sustentável de Montanha: ética, estética e boas práticas", insere-se na rubrica Palestras da Montanha, organizadas pelo Centro de Formação da Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal/Escola Nacional de Montanhismo (CF-FCMP/ENM).


quinta-feira, 1 de agosto de 2024

Dá ECO ao (teu) futuro

 



A última fase de inscrição, em 2024, no Mestrado em Ecologia Humana e Problemas Sociais Contemporâneos começa hoje e estende-se até dia 26 de Agosto, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (FCSH-UNL). Uma oportunidade única de frequentar um mestrado muitíssimo interessante para aqueles que pretendam estudar as (inter)relações entre os humanos e os contextos bióticos e abióticos do meio em que vivem. A complexidade inerente à componente cultural dos humanos, sem esquecer as suas ligações (inatas) à natureza, assume um papel de primordial importância num mundo cujas alterações climáticas, as ameaças à biodiversidade e a poluição, entre outras variáveis, levantam desafios a que é fundamental dar resposta.

 

Segundo Eugene Odum, o ensaio Man’s Place in Nature, de Thomas Huxley, tipifica a atitude dos biólogos do século XIX perante o “homem” e o seu ambiente. E acrescenta (1988: 816):

 

«Reflectindo a influência do Darwinismo, estes biólogos do passado abordavam o papel do homem na natureza do ponto de vista da sua linhagem ou parentesco natural com os outros organismos. Depois de mais de 50 anos, a ideia do parentesco evolutivo com a natureza começou a ser aceite por uma maioria de pessoas, e a atenção voltou-se, então, para a ideia de ligação natural do homem, ou interdependência ecológica, com o biota, um conceito que hoje se encontra longe de ser universalmente aceite.»

 

Afortunadamente, a ecologia humana foi capaz de adotar uma «perspectiva evolutiva, com a qual se procura explicar como os seres vivos se modificaram e diversificaram ao longo do tempo e os mecanismos que levaram a essa modificação, passando a incluir-se o “homem” no processo evolutivo [das espécies] e, portanto, a considerá-lo parte integrante da biosfera» (Avelar e Pité 1996 in Carvalho 2007: 128). A integração do “homem” na natureza, o reconhecimento de que é natureza, trata-se de um (re)posicionamento concetual de enorme importância e abrangência, designadamente ao abrir caminho para o assumir de uma renovada aliança holística com Gaia: o conceito de Lynn Margulis e James Lovelock (1972), de uma Terra viva, como um sistema fisiológico único e auto-regulado (Lovelock 1996).

Uma das singularidades da ecologia humana, que resulta em parte da sua transdisciplinaridade, consiste na sua abrangência holística que, aliás, partilha com a ecologia geral. Partilha que se estende à abordagem sistémica e ao estudo de assuntos de enorme complexidade, «no que tal significa de variedade, complementaridade, concorrência, incerteza, antinomia» (Carvalho 2007: 133). A importância da transdisciplinaridade, que caracteriza a atual ecologia humana, traduz-se na abrangência de diversas áreas do conhecimento científico, desde a sociologia à psicologia, antropologia, etnografia e filosofia, entre outras. Transdisciplinaridade que não deverá, todavia, ignorar as bases científicas resultantes de ciências naturais como a geologia, a biologia ou a ecologia, entre outras. Eugene Odum, num artigo publicado na revista Science (1975), reforça precisamente a importância de estabelecer a ponte entre as ciências naturais e as ciências sociais (ibid.). E a Ecologia Humana pode e deve ser essa importante ponte.

 



Referências bibliográficas

Carvalho, Francisco. 2007. “Da Ecologia Geral à Ecologia Humana”. Sociológico 17(2): 127-135.

Lovelock, James. 1996. GAIA – A Prática Científica da Medicina Planetar. Lisboa: Instituto Piaget.

Odum, Eugene P.. 1988. Fundamentos de Ecologia. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 4ª ed..

quinta-feira, 18 de julho de 2024

ENORME AGRADECIMENTO


No dia 17 de Julho de 2023 expressei o meu enorme agradecimento a todos aqueles que contribuíram para a resposta ao inquérito no âmbito da minha dissertação de mestrado, sobre “Percepções de conexão à natureza e de bem-estar em caminhadas pedestres –estudo exploratório no âmbito da Ecologia Humana”. O seu apoio no preenchimento e na divulgação do inquérito foi imprescindível para a concretização e a ultrapassagem dos objectivos propostos. Nesse dia foi atingido o "número redondo" de 450 inquéritos preenchidos, com o qual considerámos terminada a fase relativa à recolha de dados da componente quantitativa da investigação em curso. Salientei também, na ocasião, as palavras amigas e o estímulo que recebi de muitos “colaboradores”, aos quais expressei a minha maior GRATIDÃO.

Ontem, dia 17 de Julho de 2024, passado exactamente um ano, concluí oficialmente o mestrado em Ecologia Humana, ao ter sido publicada a avaliação final no site da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH). Este é, portanto, um momento muito especial, no qual tenho o grato prazer de expressar novamente a minha reiterada gratidão a todos aqueles que participaram e apoiaram os trabalhos realizados; com uma particular menção à minha orientadora de mestrado, a Profª Dra. Ana Paula Gil. Há um ano e ontem, tal como hoje, estamos e continuaremos juntos.



NOTA: a dissertação estará disponível em breve no Repositório da Universidade Nova de Lisboa (UNL).

sábado, 3 de fevereiro de 2024

Caminhar na Natureza

 

A formação contínua de treinadores em desportos de montanha revela-se de fundamental importância como garante de eficiência e eficácia no desempenho das suas funções, designadamente no âmbito das soft skills. E, nesse contexto, a conexão à natureza e o bem-estar surgem como componentes de importância e interesse crescentes no contexto da gestão de grupos em actividades de montanha. É com base nestes pressupostos que o Centro de Formação da Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal/Escola Nacional de Montanhismo (CF-FCMP/ENM) vai realizar, no dia 27 de Fevereiro, com início às 20:00, a próxima edição das Palestras da Montanha, sobre a temática: Caminhada, Conexão à Natureza e Bem-estar.

Nessa palestra será destacada a importância da conexão à natureza e do bem-estar na gestão de grupos em actividades de montanha, mormente no âmbito do pedestrianismo, mas também da marcha off-road em montanhismo. A abordagem que será desenvolvida começara por apresentar um conjunto de conceitos e de práticas, designadamente friluftsliv, experiências flow, peak experiences e plateau experiences, deep experiences, relational total-field e rewilding. E, numa segunda fase, será dada uma particular atenção à sua aplicabilidade no terreno, durante a realização de actividades de montanha, por parte de detentores de Título Profissional de Treinador de Desporto (TPTD) em pedestrianismo e/ou em montanhismo, com base na utilidade da pirâmide de necessidades de Maslow como ferramenta de gestão de atividades de ar livre. Por outro lado, será aprofundado o conceito de bem-estar subjetivo na sua componente eudaimonica, tendo em conta as dificuldades, contratempos e problemas inerentes à prática de actividades de ar livre, em geral, e de actividades de montanha, em particular.

Para mais informações e/ou para efectuar a respectiva inscrição, nesta ação de formação, consulte o site da FCMP. A participação é gratuita. 



terça-feira, 17 de outubro de 2023

Da raridade das florestas

 



É impressionante quando se viaja de avião e/ou noutros meios de transporte e se visualizam vastas extensões desprovidas de árvores… Por vezes, mesmo, terras escalvadas, destituídas da mais elementar vegetação ou apenas pontilhadas, aqui e acolá, por diminutas e esparsas ilhotas de coberto vegetal. Em vastas regiões planas esse sentimento da paisagem, desflorestada, é perfeitamente perceptível para quem viaja de carro ou de comboio. Já nas regiões montanhosas essa impressão revela-se, por vezes, melhor quando se visualiza o território a partir de cima, de uma altitude considerável. Essas experiências da raridade ou rarefação do coberto vegetal, mais especificamente de áreas florestadas, dá-nos uma noção muito precisa da necessidade imperiosa não só de proteger como também, e sobretudo, de valorizar esses ecossistemas.

Senti essa espantosa impressão ao sobrevoar grande parte do território do Canadá, no ano passado, tal como, curiosamente, nas áreas florestadas das Montanhas Rochosas, onde tive oportunidade de andar a pé e de presenciar algumas das vulnerabilidades e desafios desses ecossistemas vegetais, profundamente impactados pelas alterações climáticas, entre outras problemáticas. E voltei a sentir algo de muito semelhante, este ano, ao deslocar-me de avião e de comboio numa grande extensão da Polónia. A diferença é que uma das florestas onde tive o grato privilégio de caminhar me surpreendeu enormemente pela positiva. Ainda existem, felizmente, florestas que merecem esse epíteto...


PC © Bazantarnia (Polónia, Out.2023)


PC © Bazantarnia (Polónia, Out.2023)

PC © Bazantarnia (Polónia, Out.2023)

PC © Bazantarnia (Polónia, Out.2023)


PC © Bazantarnia (Polónia, Out.2023)


PC © Bazantarnia (Polónia, Out.2023)

PC © Bazantarnia (Polónia, Out.2023)