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quarta-feira, 15 de novembro de 2023

Continuamos o andamento

 

Ilha de S. Jorge © Anabela Trindade (1999)


Pedestris – Andanças & Encantamentos surgiu no dia 15 de Novembro de 2013, faz hoje exactamente uma década. Com ritmos de publicação variáveis, umas vezes mais rápidos, outras tantas mais lentos, e até com paragens para retomar o folego, a vivência deste blogue sobre o “andar a pé” desenvolveu-se, naturalmente, como as passadas num percurso pedestre concreto… no terreno. O caminho foi marcado pela publicação de 802 posts; apenas um número, mas já é qualquer coisa... Estas andanças virtuais, com altos e baixos, onde se evidencia a chegada da Covid-19 e a sua influência nos anos subsequentes, retomou uma boa cadência de marcha, neste ano de 2023, e fazemos votos de aguentar o passo por mais uma dezena de anos. Assim haja saúde e motivação…

No ano de 2013 anunciámos o alvor de um novo "ciclo pedestre", que não só se intuía como se tornava evidente: o surgimento de «novos caminhos, certamente mais desafiantes e estimulantes», que constituíram, podemos hoje confirmar inequivocamente, «uma renovada motivação para escrever e partilhar vivências». Na sequência da apresentação, em jeito de fim de ciclo, da palestra Ecosofia PC – Um ensaio de an-danças mais além, em Outubro de 2013, na Cooperativa Terra Chã, situada nas faldas da Serra de Candeeiros (a ancestral Serra da Lua), e dos eventos que se lhe seguiram, tornou-se inadiável dar o passo de lançar o blogue Pedestris – anDANÇAs e enCANTAmentos. O título deste blogue surgiu numa das corridas matinais que efectuei todos os dias, durante as férias do Verão de 2013, no areal que se estende da Praia de Faro até à Barrinha. Como nesse Verão, continuamos a pensar que: «Correr, tal como andar, surge como uma "meditação activa" que, quando enquadrada por vastos horizontes, resulta invariavelmente em profícuas ideias». Andar é, sem dúvida, inspirador…

Na primeira publicação do Pedestris – Andanças & Encantamentos, referimos a coincidência (há quem diga que não há coincidências) de «estar uma Lua Cheia fantástica». Hoje está uma quasi Lua Nova, já com uma nesga de crescendo, e é nesta conjuntura que revelamos a intuição de um novo ciclo a desenhar-se. Novas ou renovadas formas de pensar e de andar. Haja vontade de andar, disponibilidade para se encantar e caminho para palmilhar.

sábado, 1 de julho de 2023

APELO

 



APELO A COLABORAÇÃO


Caro leitor do blogue Pedestris – Andanças e Encantamentos, caso seja praticante e/ou treinador de pedestrianismo/caminhada, venho apelar à sua colaboração no preenchimento de um inquérito no âmbito da dissertação de Mestrado em Ecologia Humana e Problemas Sociais Contemporâneos, a decorrer na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, sob o tema “Percepções de conexão à natureza e de bem-estar em caminhadas pedestres – estudo exploratório no âmbito da Ecologia Humana”, desenvolvido por mim, sob a orientação da Profª Dra. Ana Paula Gil.

 

Se já preencheu o questionário não considere a presente mensagem, caso não o tenha feito agradeço antecipadamente a sua preciosa colaboração no preenchimento do questionário que se encontra no linkhttps://forms.gle/6paftCaL1XE9JdPv9. A sua participação é fundamental para o sucesso da dissertação em curso.

 

Se conhecer praticantes e/ou técnicos de pedestrianismo/caminhada envie-lhes, por favor, o link deste inquérito para que também possam participar: https://forms.gle/6paftCaL1XE9JdPv9

 

Se tiver dúvidas, questões ou comentários, sobre o inquérito e/ou a dissertação, não hesite em contactar-me através do endereço de e-mailpedestris@gmail.com.

 

MUITO OBRIGADO.

 

Pedro Cuiça


sábado, 4 de fevereiro de 2023

D'o ENCANTAMENTO

 

© Pedro Silva


Neste que é o ano, no qual o Pedestris – Andar Encantado comemora uma década de existência, deparamos com um trecho de um texto de Gabrielle Roth que parece ter sido escrito de propósito para este blogue sobre anDANÇAs & enCANTAmentos:

 

«In many shamanic societies, if you came to a shaman or medicine person complaining of being disheartened, dispirited, or depressed, they would ask one of four questions. When did you stop dancing? When did you stop singing? When did you stop being enchanted by stories? When did you stop finding comfort in the sweet territory of silence? Where we have stopped dancing, singing, being enchanted by stories, or finding comfort in silence is where we have experienced the loss of soul. Dancing, singing, storytelling, and silence are the four universal healing salves.»

 

Com a cabeça no céu, nas nuvens ou na Lua e os pés assentes na Terra? É fundamental desenvolver o encantamento, o deslumbramento, o maravilhamento, o espanto,…


© Pedro Cuiça


sexta-feira, 6 de janeiro de 2023

PARAR para (depois) ANDAR

 

Madrid © Pedro Cuiça (2022)



Nem tudo o que parece é, e os últimos dois anos foram pródigos em demonstrar amplamente essa constatação, com especial destaque para a pandemia de Covid-19 e a, agora na ordem do dia, guerra na Ucrânia e concomitante crise económica. No que concerne o blogue Pedestris – Andar Encantado, tendo em conta as escassas publicações de 2020 a 2022, e ademais sempre a decrescer (24, 15 e 12 posts), poderá parecer que estará para acabar, mas isso também poderá não passar de uma mera ilusória impressão. Neste ano em que "Andanças e Encantamentos" comemora uma década de existência, o tempo o dirá…

O decréscimo muito significativo de publicações resulta, antes de mais, de uma necessidade de reflexão, introspecção e aprofundamento no que concerne aquilo que terei para dizer sobre caminhada, nas suas mais diversas facetas. Por vezes é preciso parar ou abrandar para depois voltar a andar renovado, motivado e inspirado para novas andanças e encantamentos.

De resto, tenho escrito bastante noutros “suportes” e andado regularmente “à porta de casa” ou em locais não muito distantes, mas também em espectaculares paisagens mais longínquas, com especial destaque para as caminhadas que empreendi, no último trimestre do passado ano, na envolvente de Helsingor (Dinamarca) e nos arredores de Banff, nas Montanhas Rochosas (Canadá). De resto, também, não parei propriamente as intervenções e as participações em eventos nacionais e internacionais, destacando nessa matéria a participação, no dia 10 de Dezembro de 2022, na gala do centenário da Federação Espanhola de Desportos de Montanha e Escalada (FEDME), que decorreu em Madrid no Comité Olímpico Espanhol, e a palestra que ministrei, no dia 12 de Dezembro, sobre o Dia Internacional da Montanha, numa iniciativa on-line do Centro de Formação da Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal (FCMP).

O ano de 2023 trará certamente novos andamentos...



Helsingor (Dinamarca) © Pedro Cuiça (2022)


Helsingor (Dinamarca) © Pedro Cuiça (2022)


Helsingor (Dinamarca) © Pedro Cuiça (2022)

Banff (Canadá) © Pedro Cuiça (2022)

Banff (Canadá) © Pedro Cuiça (2022)

Banff (Canadá) © Pedro Cuiça (2022)


sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Catarse pedestre


Pedro Cuiça © a pé  (Praia de Faro, Agosto de 2013)

Catarse, sim!... Ou uma espécie de catarse que, para o caso, vai dar ao mesmo! Kátharsis enquanto libertação ou superação de um ciclo, enquanto purificação ou renovação espiritual e/ou, apenas e tão somente, como reflexão de fim/início de nova viagem/voltinha neste ci(r)c(u)lo que é a vida.
Nestas alturas da roda do ano é costume as pessoas fazerem balanços e/ou planos ao estilo “ano novo, vida nova”. Diremos, contudo, “nem tanto ao mar, nem tanto à terra”! O que nos move não são datas calendarizadas e nas quais amestradamente se reage sob maneirismos estandardizados e, por isso, supostamente adequados, e muito menos fazer votos inconsequentes de pretensas mudanças de formas de vida. Portanto, mais do que o final/início de ano, torna-se para nós significativo salientar o facto de o blogue Pedestris ter cumprido, no passado dia 15 de Novembro, cinco anos de existência neste espaço virtual que é a Internet. Ou nem isso: esta tratar-se-á de uma catarse (ou espécie de catarse) pedestre talvez resultante, simplesmente, de uma mera sensação (na verdade, convicção) de que algo está a acabar e outro tanto (ou mais?) a começar…
O Pedestris surgiu como resultado de um «sentimento de que um novo “ciclo pedestre”» se abria. Como foi escrito na “inauguração” do blogue: «Depois de apresentar, em jeito de fim de ciclo, Ecosofia PC – Um ensaio de andanças mais além», em Outubro de 2013, «na Cooperativa Terra Chã, situada nas faldas da Serra de Candeeiros (a ancestral Serra da Lua), e dos eventos que se lhe seguiram, tornou-se inadiável dar, por fim [ou início], mais este passo… Deve ser por estar uma Lua Cheia fantástica :)».
Agora que estamos em quasi Lua Nova e que, passados cinco anos, voltamos a registar um inequívoco sentimento de mudança, consideramos que chegou a altura de manifestar o despontar de «novos caminhos» e que, à semelhança de 2013, fazemos votos de que estes possam ser ainda «mais desafiantes e estimulantes». Desiderato que, aparentemente, não será fácil de concretizar, tendo em consideração as excepcionais inovações das formas de fazer, sentir e pensar a prática pedestre (tal como a teoria) no ciclo que agora de certo modo acaba. Na verdade, esse é um terminus apenas aparente porque não menosprezamos e muito menos rejeitamos tudo aquilo que está inerente ao ciclo anterior, tal como aos outros ciclos associados a quatro décadas (mais precisamente 39 anos) de actividades de ar livre em geral e de pedestrianismo/montanhismo em particular. Assumimos toda a carga de experiências e de conhecimentos, tal como dos diferentes estilos de fazer/estar, mas não nos esquivamos a renovadas “levezas” do ser e, sobretudo, ao imprescindível entusiasmo… Ademais quando nem sequer rejeitamos revivalismos, mormente sob outras (ou até as mesmas) roupagens.
O Pedestris irá, por isso (e muito mais), continuar a ser um blogue sobre e para “Caminheiros Andantes”, aqueles que andam ou demandam andar encantados… Sobre a Arte de Caminhar numa perspectiva holotrópica e ecosófica, andar no mais profundo contacto com/ser a Natureza. No entanto, e de certa maneira, ao contrário do que aconteceu no dealbar do ciclo anterior, torna-se-nos difícil, senão impossível, precisar os caminhos ou sequer esboçar os rumos que iremos agora palmilhar. Talvez isso se deva a que, ao contrário do anterior luminoso plenilúnio, nos encontramos agora na simulada escuridão de uma Lua Nova! Caminhos, desta feita, mais misteriosos, metafísicos e/ou que almejam ir par’além da Natureza? Ou, então, ainda mais concretos, terra-a-terra e exigentes a nível corporal?  Ou, ainda, a plena liberdade de vivenciar a congruência de abordagens paradoxais? Quem sabe?
Diremos que só nos resta aguardar para ver quais as novidades que, a nível profissional e associativo (e também em solitário!), (d)aí (ad)virão. De resto, nenhuma dúvida nos assalta de que esses caminhos, sejam eles quais forem, irão continuar a constituir uma «renovada motivação para escrever e partilhar vivências». Escrever (n)o Pedestris resulta de uma íntima necessidade intelectual de reflexionar e teorizar acerca do Caminhar/Caminho(s)… Trata-se, pois, de uma actividade eminentemente solitária, uma espécie de monólogos que, por vezes, até podem adquirir a faceta de catarse :) Daí que pouco ou nada contribua para a nossa motivação, satisfação ou até gozo, que reiteradamente nos move, o número de leitores que tenhamos ou possamos vir a ter. Não iremos, todavia, concluir esta catarse pedestre sem deixar de saudar os nossos (poucos) seguidores indefectíveis e todos aqueles que encontraram ou venham a encontrar no nosso “escrevinhar” algo de útil, ou até de inútil, ao seu “por-vir”. Bem hajam!


Ana Margarida Cuiça © mais do que a pé também a nado  
(Praia de Faro, 27 de Dezembro de 2018)


sexta-feira, 22 de junho de 2018

Barefooting

Barefooting and dragging the third limb!... :)


© Algures na Net


Post scriptum: Tendo em conta os tão notórios quão evidentes plágios de diversas abordagens e ideias veiculadas aqui no Pedestris, deixamos mais uma sugestão sui generis para aplicação comercial na área das caminhadas. Dá-nos sempre um certo prazer contribuir para a inovação neste sector da indústria do “ar condicionado”. Bem-hajam!...

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Por via das dúvidas

Face a diversas manifestações de alguma surpresa e, ademais, de interpretações notoriamente equivocadas acerca da apresentação do blogue Pedestris, no que concerne à «Arte de Caminhar numa perspectiva holotrópica e ecosófica», consideramos que será oportuno esclarecer o significado de “holotrópico”: «Esta palavra compósita significa literalmente “orientado para a totalidade” ou “movendo-se em direcção à totalidade” (do grego holos = todo e trepein = mover-se para ou na direcção de algo). (...) Ele <o termo> sugere que, no nosso estado quotidiano de consciência, apenas nos identificamos com uma pequena parte do que realmente somos. Nos estados holotrópicos, podemos transcender as fronteiras limitadas do ego corporal e reclamar a nossa identidade completa.» [GROF, 2007: 18] No que concerne à ecosofia o seu significado ou significados têm sido desvelados em diversos posts sobre essa temática...

Atanislav Grof


Referência bibliográfica
Stanislav Grof in A Psicologia do Futuro – Lições da Investigação Moderna sobre a Consciência (Porto: Via Óptima, 2007; ISBN 9789729360336)

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

A Arte de Caminhar

Sobre o Pedestris: “Há na verdade uma Arte de Caminhar na perspectiva xamânica e ecosófica. Uma arte de caminhar que epifaniza o Outro Caminhar. Nada mais me desanima do que trilhar caminhos na Natureza com pessoas que o fazem sem o sentido da Presença. Este site é interessante porque traz propostas para esse caminhar. O genuíno Caminhar faz-se em Total Silêncio, dentro e fora de si mesmo, como Vivência do Um.” (Gilberto de Lascariz - Facebook, 27/11/2013)



sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Um novo blogue

Pedestris - Andanças & Encantamentos é um novo blogue sobre o "andar a pé" e tudo aquilo que esse acto, aparentemente banal, envolve. Há bastante tempo que vinha pensando na feitura de um blogue onde pudesse divulgar muitos dos textos que fui escrevendo, ao longo dos anos, e que se encontram dispersos por publicações há muito esgotadas ou que permaneceram, por diversos motivos, inéditos. Mas, talvez mais importante do que esse desiderato, seja o sentimento de que um novo "ciclo pedestre" se abre agora e que, portanto, esses novos caminhos, certamente mais desafiantes e estimulantes (pelo menos para mim), constituirão uma renovada motivação para escrever e partilhar vivências.
O titulo deste blogue surgiu numa das corridas matinais que efectuei todos os dias, durante as férias do último Verão, no areal que se estende da Praia de Faro até à Barrinha. Correr, tal como andar, surge como uma "meditação activa" que, quando enquadrada por vastos horizontes, resulta invariavelmente em profícuas ideias. Depois de apresentar, em jeito de fim de ciclo, Ecosofia PC - Um ensaio de an-danças mais além, em Outubro passado, na Cooperativa Terra Chã, situada nas faldas da Serra de Candeeiros (a ancestral Serra da Lua!), e dos eventos que se lhe seguiram, tornou-se inadiável dar, por fim, mais este passo... Deve ser por hoje estar uma Lua Cheia fantástica :)

Ilha de S. Jorge © Anabela Trindade (1999)

Como uma Montanha

As inscriçõ es na p róxima edição da Palestra da Ética , a decorrer no dia 17 de setembro, abriram hoje. O tema, desta feita, é sobre "...