quinta-feira, 28 de abril de 2016

Coincidências

É um facto duas pessoas coincidirem num mesmo local e tempo, tendo-se gerado empatia ao partilharem uma mesma paixão: a montanha s.l.. É um lugar comum e, no entanto, extraordinário quando essas pessoas se tornam amigas e, depois de cinco anos, voltam a coincidir e parece que foi ontem a última vez que estiveram juntas. É muitíssimo curioso e significativo quando, após meia década, ao se (re)encontrarem, coincidem no Pico: uma pensando fazer um filme e outro um livro sobre a “ilha montanha”, e sabe-se lá que mais em torno da mesma! Ademais quando esse (re)encontro tem lugar em Lisboa, nenhum vive ou viveu no Pico, nem tem raízes nessa ilha, apesar dos laços que os conectam à dita e do enraizamento que vai tomando conta dos seus seres... Tratar-se-á de um problema de locus ou de topos? Nem uma coisa nem outra, seja em latim ou em grego: não se trata de uma problemática, é simples-mente uma questão de caminhos. Um misterium tremendum et fascinans.

Ó Pedro Silva (Pico - Açores, 2016)

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