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terça-feira, 27 de setembro de 2022

Trilhos & Trilhos

 Foi uma grata surpresa deparar com uma mensagem de Belchior Monteiro, no grupo Trilhos & Trilhos, do Facebook, sobre o Passo a Passo - Manual de Caminhada e Trekking... Num país e num contexto caracterizados por um autismo e indiferença generalizados, não devemos ignorar tal facto.

"Deixo-vos aqui uma sugestão que, para mim, serve de manual obrigatório para aqueles que querem começar nestas coisas das caminhadas e trekking.
Da autoria de Pedro Cuiça, director técnico da Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal (FCMP), "Passo a Passo - Manual de Caminhada e Trekking" é, no meu entender, uma excelente ferramenta para todos os que gostam da montanha e tudo que lhe está associado.
Apesar de alguma linguagem, aqui e ali, mais técnica, este livro tem o condão de ser claro o suficiente para todos aqueles que são iniciantes nestas lides.
Para além disso, é também um excelente manual para os que, apesar da sua experiência no "terreno", querem alargar ainda mais o seu conhecimento teórico criando, desta forma, uma importante ponte entre o conhecimento empírico e o teórico e, consequentemente, uma base sustentada de conhecimento.
Este manual aborda várias temáticas importantes, nomeadamente equipamento, orientação, alimentação, pernoita, segurança entre outros aspectos, não despiciendos, deste "nosso" mundo das caminhadas na montanha (e não só).
Procurem este livro pois, apesar da primeira edição datar de 2015, o seu conteúdo continua bem actual.
Recomendo vivamente
👌👣
"
Não devemos ignorar e, certamente, deixar de agradecer. Um grande Bem-haja.




quarta-feira, 21 de setembro de 2022

Caminhada e Saúde

 


No próximo domingo (25 de Setembro) irei apresentar na Fnac de Faro (Fórum Algarve), das 16 às 17 horas, uma palestra sob o tema Caminhada, Bem-estar e Conexão à Natureza. A palestra, moderada por José Paulo Sousa, do Clube Desportivo Faro XXI, é de acesso livre e está inserida no programa Faro Ativo.

A conexão dos seres humanos com a natureza tornou-se uma matéria de crescente interesse no âmbito da investigação científica, designadamente no que concerne a saúde e o bem-estar. De acordo com a Hipótese da Biofilia, os seres humanos foram moldados cognitiva e emocionalmente, no decurso da sua evolução, para uma predisposição inata à conexão com a natureza. O processo evolutivo dos hominídeos transformou-os em caminhantes, adaptados a percorrer extensas distâncias a pé.

O benefícios para a saúde, decorrentes da prática de caminhada, estão amplamente descritos, revelando que os praticantes desse exercício físico apresentam um menor risco de contraírem doenças crónicas, como a diabetes (tipo 2), hipertensão, doenças coronárias, dores lombares, miopia, défice de atenção, ansiedade, depressão, etc.Salienta-se igualmente a importância da caminhada desde as crianças e jovens aos idosos, mormente no que concerne a mitigação de situações de sarcopenia, de fragilidade e quedas associadas. 

A caminhada em meio florestal ou, na expressão de Wohlleben (2019), onde se «crie a ilusão de floresta», merece um particular destaque no que concerne a conexão à natureza e os inúmeros benefícios para a saúde e o bem-estar dos praticantes. O contacto com a natureza pode não ser, todavia, suficiente per se, exigindo o envolvimento psicológico, intencional, com vista a uma mais efetiva conexão ao mundo natural. Conexão que não pode estar alheada do corpo, mais precisamente do corpo-mente enquanto entidade inseparável e indivisível. Estas e outras temáticas serão abordadas na palestra Caminhada, Bem-estar e Conexão à Natureza e constituirão o ponto de partida para a troca de pontos de vista e de experiências entre o palestrante e os participantes.

O Faro Ativo 2022 está a decorrer, de 3 de Setembro a 15 de Outubro, traduzindo-se em mais de um mês de promoção da prática desportiva e do exercício físico para todos. Este evento é organizado pela Câmara Municipal de Faro, envolve a colaboração de mais de meia centena de entidades e de intervenientes individuais, e irá certamente contar, à semelhança das edições anteriores, com a presença de milhares de participantes. 

Esta oportunidade de apresentar uma palestra sobre a promoção da prática de exercício físico para todos é triplamente gratificante tendo em conta que (1) ocorre em Faro - a minha terra natal -, (2) no âmbito do Faro Ativo e (3) coincidente com a Semana Europeia do Desporto 2022 (23 a 30 setembro): #BeActive.


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Na sequência da palestra Caminhada, Bem-estar e Conexão à Natureza que se realizou, no dia 25 de Setembro, no Fórum Algarve (Faro), gostaria de agradecer, publicamente:
1) o convite para apresentar esta temática e a moderação por parte do José Paulo Sousa Gordinho do Clube Faro XXI;
2) a aceitação da realização de uma palestra, pela primeira vez no Faro Ativo, por parte de Vitor Filipe (Chefe de Divisão) e de Jorge Candeias (Chefe de Unidade) da Divisão de Desporto e Juventude da Câmara Municipal de Faro;
3) o apoio, a atenção e a simpatia inexcedíveis por parte de Ana Narciso (Directora de Comunicação da Fnac Algarve) e de Ana Margarida (Estagiária da Fnac do Fórum Algarve), que proporcionaram todas as condições para a realização da palestra e tiveram a amabilidade de disponibilizarem diversos exemplares do Passo a Passo - Manual de Caminhada e Trekking para o evento. Bem-hajam.

27 de Setembro de 2022



segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Conversas de Montanha



Na próxima sexta-feira (2 de Março) começa o ciclo de palestras Mountain Talks, uma iniciativa de Nelson Cunha que irá decorrer na Escola Superior de Educação do Porto, ao longo do presente ano, com base em diversas “carreiras” com o denominador comum da montanha. Lá estarei para falar um pouco sobre o meu percurso no âmbito da caminhada à marcha de montanha e sobretudo sobre as especificidades e singularidades do Passo a Passo   Manual de Caminhada e Trekking.



quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Mountain Talks



Mountain Talks, um Ciclo de Palestras de Montanha que «pretende trazer à conversa, alguns dos mais notáveis intervenientes no mundo das atividades de montanha». Certamente uma forma de partilhar experiências e pontos de vista... Mensalmente, numa sexta-feira à noite, na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico do Porto.



Ao que parece, lá estarei a abrir estas palestras, para falar sobre o Passo a Passo – Manual de Caminhada e Trekking, a arte de andar – desde caminhadas à porta de casa a marchas de montanha em paragens remotas – e o percurso que tenho percorrido, há praticamente 40 anos, no âmbito dos desportos de montanha em geral e do pedestrianismo em particular. Um trajecto desde criança, em caminhadas a solo ou entre amigos, à profissionalização como jornalista especializado em actividades de ar livre e ambiente, até ao trabalho que tenho desenvolvido como Director Técnico de Montanha na Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal (FCMP).


sábado, 22 de julho de 2017

Montanhas de Livros

Estive ante-ontem à conversa, no programa Olá Maria (no Porto Canal), com a Rute Braga e o Tózé Coelho, sobre actividades de montanha… Os livros Guia de Montanha e Passo a Passo constituíram o ponto de partida para uma espécie de “conversas vadias”, porque "trans-correram" por aqui e por acolá, desde o começo da minha atracção pelo contacto com a Natureza, há mais de 35 anos, até ao posterior interesse pela integração da caminhada, tal como de outras práticas, no dia-a-dia, designadamente por razões de saúde e bem-estar, mas não só…











Aqui fica o registo da conversa e o acesso a alguns “apontamentos” no blogue Viagens Verticais.















quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Percursos do PNRVT

Tivemos "casa cheia" no lançamento da rede de percursos pedestres do Parque Natural Regional do Vale do Tua (PNRVT), onde apresentei dois workshops em torno do caminhar e do livro Passo a Passo - Manual de Caminhada e Trekking. Os dois workshops decorreram na Fnac do Mar Shopping (Leça da Palmeira), na passada sexta feira à noite (dia 23 de Setembro), e no Museu Dr. Adérito Rodrigues (Abreiro - Mirandela), na tarde de sábado (24 de Setembro). Nesse contexto, devo uma especial menção a Domingos Pires, da Naturthoughts, pelo convite para apresentar o Passo a Passo, e a Artur Carcarejo, Director do PNRVT, pelo fraterno acolhimento e palavras amigas. A ambos, a minha calorosa gratidão. Um agradecimento muito especial também à minha estimada amiga, fotógrafa e monitora de pedestrianismo Cláudia Damas pela simpática companhia, designadamente no percurso pedestre de sábado.

Cláudia Damas © Fnac Mar Shopping (Leça da Palmeira)

Vera Raimundo © Fnac Mar Shopping (Leça da Palmeira)

Vera Raimundo © Dr. Museu Adérito Rodrigues (Abreiro - Mirandela)

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Caminhar – Passo a Passo

Workshop Caminhar – Passo a Passo e sessão de autógrafos no próximo sábado (dia 17 de Setembro), às 16.30, no Museu Dr. Adérito Rodrigues de Abreiro (Mirandela). Uma iniciativa no âmbito da inauguração da Rede de Percursos Pedestres do Parque Natural Regional do Vale do Tua (PNRVT).


Caminhada e Trekking

Workshop de Caminhada e Trekking, seguido de sessão de autógrafos, na próxima sexta-feira (dia 16 de Setembro), das 21.30 às 23.00, na FNAC do Marshopping (Porto)...



sexta-feira, 29 de julho de 2016

Apareçam

Hoje realiza-se uma sessão de autógrafos do Passo a Passo n40ª Feira do Livro de Faro. Apareçam.


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40º Feira do livro de Faro, 29 de Julho de 2016

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Passo a Passo em Faro


Na próxima sexta-feira (dia 29 de Julho) realiza-se uma sessão de autógrafos do Passo a Passo  Manual de Caminhada e Trekking, no âmbito da 40ª Feira do Livro de Faro. Apareçam.


domingo, 1 de maio de 2016

Anatomy of Walking


A prática de pedestrianismo comporta notórias implicações nos domínios da saúde e do bem-estar dos praticantes. Andar a pé por caminhos é uma actividade pouco exigente em termos físicos e de baixo impacto em comparação, por exemplo, com a corrida; e, por isso, pode ser praticada dos “oito aos oitenta” anos de idade. Por outro lado, nos percursos pedestres balizados nem sequer são necessários conhecimentos de orientação para os efectuar (se estiverem bem implementados). Esta actividade para além de ser acessível, no que concerne ao desempenho, revela-se igualmente pouco ou nada onerosa, tendo em conta que não exige nenhum equipamento específico ou especial para o efeito. Na verdade, basta ter a motivação de andar e, nesse pressuposto, usufruir dos benefícios que a actividade proporciona, quer nos aspectos físicos quer psicológicos.
A caminhada constitui um exercício físico de excelência (sem dúvida, dos melhores), ao alcance de qualquer um. Mais, caminhar é um exercício suave, ideal para todas as faixas etárias e com múltiplos e reconhecidos benefícios para a saúde. Andar a pé contribui para melhorar o tónus muscular, aumentando o desempenho cardiovascular e melhorando ou resolvendo eventuais dificuldades respiratórias; favorece a coordenação de movimentos e, inclusivamente, a prontidão de reflexos, corrige posturas erradas e pode evitar que surjam “dores nas costas”.
A marcha, se possível acelerada – e nesse particular destaca-se a marcha nórdica (nordic walking) pelos benefícios acrescidos –, constitui um bom auxiliar para a perda de peso, para mais se acompanhada de uma dieta adequada. A prática de pedestrianismo é uma actividade física aeróbica excelente para combater o excesso de peso ou a obesidade e, simultaneamente, para a prevenção da diabetes, a prevenção e o tratamento da hipertensão arterial e a redução dos níveis de colesterol. A marcha ajuda a prevenir e a tratar a osteoporose, constitui um precioso auxiliar no tratamento da artrite reumatóide e ajuda inclusivamente a prevenir o aparecimento de determinados tipos de cancro como, por exemplo, o cancro da mama, do cólon, do útero, dos ovários e da próstata. Mas os benefícios referidos não se restringem apenas aos aspectos físicos, andar a pé surge como uma praxis privilegiada de contacto com o meio envolvente e de partilha de experiências com consequências inegáveis no âmbito do bem-estar psicológico. Neste contexto, o pedestrianismo também favorece a prevenção da depressão (melhorando a disposição) e promove a redução do stress (e simultaneamente da glicemia, visto as hormonas do stress serem hiperglicemiantes).
Pelos motivos elencados, entre muitos outros que ficam por indicar, torna-se evidente a importância da prática de pedestrianismo muito para além da tradicional usufruição e interpretação do meio. E, nesse pressuposto, será igualmente importante associar a essa prática a mensagem veiculada por muitos médicos de família no que concerne à saúde dos seus pacientes: “Ande pelo menos 30 minutos por dia”. Na verdade, ande bem mais, ande sempre que possa.


ANDAR PELA SUA SAÚDE E PELA SAÚDE DO PLANETA
A prática de caminhada tem vindo a ser incrementada por via da promoção de estilos de vida saudáveis e activos, designadamente através dos médicos de família, particularmente em segmentos populacionais com um acentuado risco de inactividade (e.g. idosos). Os indivíduos sedentários tendem a estar dependentes da existência de infraestruturas específicas para a prática desportiva e, nesse contexto, os percursos pedestres balizados surgem como catalizadores da prática de exercício físico, mormente quando se localizam na proximidade das suas áreas residenciais e em ambientes seguros. No entanto, será de destacar que a promoção da caminhada, no âmbito da saúde, tem gerado grupos informais de caminhantes que diariamente se encontram para andar nas imediações da sua área residencial e na via pública, sem quaisquer infraestruturas específicas para o efeito. Na verdade, a prática de marcha não exige qualquer tipo de “pista” instalada para o efeito ou deslocar-se através de veículo até um determinado local, mais ou menos distante. Basta sair de casa e andar, tão simples quanto isso!
Nos tempos que correm é fundamental adoptar novas atitudes e formas de promover e praticar pedestrianismo e, nesse contexto, os percursos urbanos têm vindo a suscitar um notório interesse. A utilização de bastões – associada aos benefícios da marcha nórdica (nordic walking) – ou o uso de Fivefingers – relacionado com as vantagens de andar descalço (barefooting) – surgem igualmente como renovadas abordagens que visam incentivar a prática de exercício físico, a par de opções nutricionais pouco usuais (como as paleodietas). Dessa forma poder-se-ão colmatar algumas das graves carências de prática desportiva que se verificam na sociedade portuguesa, com as nefastas consequências em termos de saúde daí resultantes. Mas a prática de pedestrianismo também deverá promover, nos dias de hoje, uma consciência ecológica que extravase o antropocentrismo (microcosmo da esfera meramente humana) e adopte uma visão ecocêntrica ou, melhor, ecosófica (que tenha em conta o macrocosmo a nível planetário). “Pensar global e agir local”, andar para estar conectado com o todo, ao estilo da campanha federativa “Ande a pé pela sua saúde e pela saúde do planeta”.


Pedro Cuiça: Passo a Passo – Manual de Caminhada e Trekking (A Esfera dos Livros, 2015: p. 40-43)


quarta-feira, 9 de março de 2016

Calma...


REACÇÕES AO RISCO*

No tocante à gestão do risco é extremamente interessante, e a ter muito em conta na prática de pedestrianismo, o conceito de “paranóia construtiva”, proposto por Jared Diamond1:

«A minha escolha desta expressão paradoxal, aparentemente desagradável, para uma qualidade que admiro, é intencional. Empregamos habitualmente a palavra “paranóia” com um sentido pejorativo, incluindo medos exagerados e infundados. Foi isso que me pareceu quando pela primeira vez observei a reação dos nova-guineenses quanto a dormir debaixo de uma árvore morta, e é verdade que, regra geral, uma determinada árvore morta não vai cair naquela noite em que decidimos acampar debaixo dela. No entanto, a longo prazo, esta aparentemente paranóia é construtiva: é essencial para a sobrevivência segundo as condições tradicionais. De entre tudo o que aprendi com os nova-guineenses, nada me marcou tão profundamente como essa atitude. Está difundida por toda a Nova Guiné e é descrita em muitas outras sociedades tradicionais do mundo. Se algo comporta um perigo reduzido de cada vez que é feito, mas é levado a cabo com frequência, torna-se necessário aprender a ser cuidadoso, se não queremos acabar mortos ou incapacitados ainda novos.
(…) Na única ocasião em que fiquei incapacitado, sem poder andar, nos Estados Unidos (depois de escorregar num passeio molhado em Boston e partir um pé), arrastei-me até à cabina telefónica mais próxima para telefonar ao médico do meu pai, que me foi buscar e me levou ao hospital. No entanto, quando me magoei no joelho no interior da ilha Bougainville da Papua-Nova Guiné e fiquei impossibilitado de andar, vi-me preso ali no interior, a mais de trinta quilómetros da costa, sem qualquer forma de obter ajuda externa. Os nova-guineenses que fracturam um osso não têm um cirurgião para os tratar e acabam por ficar com um osso fora do sítio que os deixa permanentemente incapacitados.»

A designada “paranóia construtiva” dá um particular enfase aos acontecimentos que envolvem riscos baixos, mas que por se repetirem inúmeras vezes apresentam uma probabilidade de se revelarem danosos ou mesmo fatais, caso sejam ignorados. Os incidentes e os acidentes ocorrem geralmente por algum motivo, «pelo que temos de permanecer alerta para as possíveis razões e ter cuidado»2. Por isso é que se deverá cultivar uma atenção e reflexão permanentes, reparando em pequenos acontecimentos ou sinais, e desenvolver uma atitude naturalmente cuidadosa, regrada e eco-lógica nas actividades pedestres que decorrem no seio da natureza, mormente aquelas que envolvem noites de campo. Neste contexto, a divisa dos escoteiros “sempre alerta” ou “sempre pronto” (be prepared) expressa na perfeição a atitude de atenção (plena) e de prontidão que tornarão as actividades de campo significativamente mais seguras e agradáveis3


Não deixam também de ser interessantes as analogias que se poderão fazer entre a paranóia construtiva e aquilo a que o psicólogo Kevin Dutton (2007) apelidou de “mentalidade SOS”: um conjunto de princípios nucleares da psicopatia que, adequadamente aplicados com a devida atenção e cuidado, poderão contribuir para atingir um óptimo desempenho e uma segurança acrescida. Dos sete princípios elencados por Dutton, destacamos aqueles que poderão ajudar a responder antecipadamente, em vez de reagir, aos desafios com que somos confrontados no âmbito do pedestrianismo: (1) atenção plena, (2) concentração e (3) acção. Um dos segredos para minimizar eventuais riscos no contexto e no método que implementarmos e, nesse contexto, as qualidades apontadas marcam a diferença. Algo na linha daquilo que experimentámos, há uns anos atrás, em actividades de pedestrianismo a solo sob a mnemónica CCR: calma, concentração e rapidez.



NOTAS
1. Cf. DIAMOND, Jarred – O Mundo até Ontem – O que podemos aprender com as sociedades tradicionais?; Lisboa: Temas e Debates/Círculo de Leitores, 2013: 334-335.
2. Cf. ibidem: 55.
3. Cf. BRYSON, Bill – Por aqui e por ali; Lisboa: Quetzal Editores, 2007: 232. Mais uma vez a atenção, neste caso no que concerne às condições climatéricas e às respectivas respostas corporais, desempenha um papel fundamental: «O problema era ser um homem sem imaginação. Era rápido e alerta nas coisas da vida, mas só nas coisas, e não nos significados. (…) Esse facto (…) Não o levava a meditar sobre a fragilidade do homem em geral, só capaz de viver dentro de certos limites estreitos de calor e frio; e nem tão-pouco a conjecturar sobre o plano da imortalidade e o lugar do homem no universo.» (in LONDON, 2004: 200)

*Adaptado de CUIÇA, Pedro: Passo a Passo – Manual de Caminhada e Trekking. Lisboa: A Esfera dos Livros, 2015: 230-231

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Sociedade Civil

Ó Pedro Silva (Pico - Açores, 2015)

Hoje, Passo a Passo, no programa Sociedade Civil... Uma conversa informal sobre corrida e pedestrianismo, na companhia de Bo Irik e Luís Castro.


terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Pico Festival

No próximo domingo (dia 31 de Janeiro) vamos tomar um Chá na Casa da Montanha e apresentar o Passo a Passo - Manual de Caminhada e Trekking num evento integrado no Pico Festival.






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quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Divulgação Passo a Passo

Após o lançamento de Passo a Passo – Manual de Caminhada e Trekking que decorreu, no dia 29 de Outubro, na Bertrand do Amoreiras Shopping Center (Lisboa), a divulgação da obra tem prosseguido a bom ritmo. Na primeira semana deste mês (a 3 de Dezembro) estivemos no extremo norte de Portugal, em Melgaço, na Escola Superior de Desporto e Lazer. No dia Internacional das Montanhas (11 de Dezembro) estivemos no extremo sul, em Faro, na FNAC do Fórum Algarve. Depois dessa apresentação seguiu-se uma actividade nocturna, organizada pela Faro Night Runners, que consistiu na subida ao monte Guilhim, durante a qual foi sorteado um exemplar do Passo a Passo.
No dia Internacional das Montanhas foi lançado, em simultâneo, o programa do Montanha Pico Festival que decorreu na Câmara Municipal da Madalena (Açores) e no qual está agendada a apresentação do Passo a Passo, a decorrer, no dia 31 de Janeiro, na Casa da Montanha. A apresentação no livro está prevista para a Madeira, em Maio, e seguir-se-ão outros eventos noutros pontos do país.

Ó DR (Melgaço, 3 de Dezembro de 2015)

Ó DR (Faro, 11 de Dezembro de 2015)

Ó DR (Gulhim, 11 de Dezembro de 2015)


Ó DR (Gulhim, 11 de Dezembro de 2015)




Juan Mari

  Juan Mari Feliu Dord (Pamplona, 1942) faleceu ontem: 4 de setembro de 2026. Foi um escritor prolífero no âmbito da história do montanhismo...