O
Clube Filosófico de Leitura da Nova Acrópole de Coimbra realizou ontem uma
sessão de leitura, das 18:30 às 20:00, presencialmente, na sua sede, e on-line,
através do Zoom. O livro alvo de atenção foi A Arte de Caminhar – Um passo de
cada vez, do filósofo e explorador norueguês Erling Kagge. O evento
começou por uma breve apresentação da obra e do próprio autor, por parte de Humberto
Jorge, da Nova Acrópole, tendo-se seguido um conjunto de comentários proferidos
pela maior parte dos participantes.
Foi
muito interessante o facto de todos os intervenientes se identificarem como “praticantes”
regulares de caminhada. Na verdade, de diversos tipos de caminhadas: caminhar enquanto
vivência com base na corporeidade, como meio de transporte no dia-a-dia, como acto
privilegiado de socialização, como forma de interiorização, como terapia do
corpo e da mente, como forma de reflexão e despertar de pensamentos, como meio
de contemplação, entre outras facetas.
Fiquei
muito grato por regressar a esta importante obra de Erling Kagge, que me trouxe
gratas recordações. Procurei um texto que escrevi no blogue Pedestris, com base
na primeira frase do livro: «Houve um dia em que a minha avó deixou de andar»
(KAGGE, 2018: 15), mas, infortunadamente, não consegui descobri-lo. Deixo aqui,
todavia, um trecho d’A Arte de Caminhar, do meu ponto de vista
muitíssimo significativo e importante, sobre o desafio do desconforto; tema que
foi aflorado ontem no clube de leitura. E tomo, igualmente, a liberdade de
colocar uma ligação a um texto que escrevi, em 2014, sobre A Arte de Andar.
Livro:
KAGGE,
Erling (2018). A Arte de Caminhar – Um passo de cada vez. Lisboa:
Quetzal Editores

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