domingo, 7 de junho de 2026

A Arte de Caminhar

 


O Clube Filosófico de Leitura da Nova Acrópole de Coimbra realizou ontem uma sessão de leitura, das 18:30 às 20:00, presencialmente, na sua sede, e on-line, através do Zoom. O livro alvo de atenção foi A Arte de Caminhar – Um passo de cada vez, do filósofo e explorador norueguês Erling Kagge. O evento começou por uma breve apresentação da obra e do próprio autor, por parte de Humberto Jorge, da Nova Acrópole, tendo-se seguido um conjunto de comentários proferidos pela maior parte dos participantes.

Foi muito interessante o facto de todos os intervenientes se identificarem como “praticantes” regulares de caminhada. Na verdade, de diversos tipos de caminhadas: caminhar enquanto vivência com base na corporeidade, como meio de transporte no dia-a-dia, como acto privilegiado de socialização, como forma de interiorização, como terapia do corpo e da mente, como forma de reflexão e despertar de pensamentos, como meio de contemplação, entre outras facetas.

Fiquei muito grato por regressar a esta importante obra de Erling Kagge, que me trouxe gratas recordações. Procurei um texto que escrevi no blogue Pedestris, com base na primeira frase do livro: «Houve um dia em que a minha avó deixou de andar» (KAGGE, 2018: 15), mas, infortunadamente, não consegui descobri-lo. Deixo aqui, todavia, um trecho d’A Arte de Caminhar, do meu ponto de vista muitíssimo significativo e importante, sobre o desafio do desconforto; tema que foi aflorado ontem no clube de leitura. E tomo, igualmente, a liberdade de colocar uma ligação a um texto que escrevi, em 2014, sobre A Arte de Andar.

 

Livro:

KAGGE, Erling (2018). A Arte de Caminhar – Um passo de cada vez. Lisboa: Quetzal Editores

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