A Fronteira Invisível, de Kilian Jornet, acaba de ser lançado em Portugal pela editora Lua de
Papel. À semelhança de Correr ou Morrer, o primeiro livro desse
autor, também tive a grata oportunidade de fazer a revisão técnica deste novo título. Segundo esse extraordinário corredor de montanha, este é um livro: «Para os mestres. Para os que não têm medo de
fracassar, de procurar, de se perder, de sonhar, de abandonar o conforto, de ser
eles próprios, de procurar. Para os que não têm medo de viver.» Este é
certamente um livro a não perder.
sexta-feira, 22 de julho de 2016
Passo a Passo em Faro
Na próxima sexta-feira (dia 29 de Julho) realiza-se uma sessão de
autógrafos do Passo a Passo – Manual
de Caminhada e Trekking, no âmbito da 40ª Feira do Livro de Faro.
Apareçam.
sábado, 16 de julho de 2016
quinta-feira, 14 de julho de 2016
O Wanderer!
Como o Wanderer (o caminhante)
do romantismo germânico, que caminha não por desejo de alcançar determinado
lugar mas sim por gosto de andar, experimentando novos e múltiplos caminhos
possíveis, também Agostinho da Silva amava a reflexão autónoma, a meditação
desprendida, o pensamento que se edifica ao sabor das ondas internas, com o
mínimo de constrangimentos externos, de preconceitos, de supostos, de
planificação. É um deixar-se ir na livre aventura da lide intelectual avançando
de acordo com a própria dinâmica endógena
do pensamento.
João Maria de Freitas Branco in
Agostinho da Silva Um Perfil Filosófico – Do Sergismo ao pensamento à solta
(Zéfiro, 2006: 69-70)
segunda-feira, 11 de julho de 2016
Abrir caminho
...pois sempre se atrasa quem não tem por escopo abrir caminho.
Agostinho da Silva in Educação em Portugal (Lisboa: Ulmeiro, 1989: 7)
Agostinho da Silva in Educação em Portugal (Lisboa: Ulmeiro, 1989: 7)
sexta-feira, 8 de julho de 2016
Religar
As peregrinações a pé rumo a determinados locais «santos»
constituem uma prática milenar largamente exercitada e ainda hoje muito em
voga, por isso quando se fala de religião no âmbito do pedestrianismo será essa
a temática sobre a qual a maior parte das pessoas pensará de imediato. No
entanto, ao entendermos «religião» na sua acepção etimológica de ligação (do
latim religāre: ligar a, unir a,
atar) o que nos ocorre é o acto de andar como actividade privilegiada de
(re)ligação à sacralidade da natureza ou à própria divindade. É nessa acepção,
aliás, que o caminhar visto como uma espécie de «ioga ambulatório» dá sentido a
essa curiosa expressão, tendo em conta também a etimologia da palavra «ioga»
(do sânscrito योग: unir ou juntar, entre outros significados).
Pedro
CUIÇA (2015): Passo a Passo – Manual de Caminhada e Trekking; Lisboa: A Esfera
dos Livros, p. 31.
quinta-feira, 7 de julho de 2016
Le flâneur des villes...
Ó Pedro Cuiça (Paris, 2015)
Le flâneur des villes... ou o fado vadio?
Andar em Paris – a Cidade Luz – conta com uma tradição (con)firmada e é alvo de elogio em diversa bibliografia. Andar em Lisboa – a Cidade da Luz Boa – é algo que tem vindo a despertar um notório interesse: um mundo para vadiar, para andar por aqui e por ali, ao deus-dará...
Andar em Paris – a Cidade Luz – conta com uma tradição (con)firmada e é alvo de elogio em diversa bibliografia. Andar em Lisboa – a Cidade da Luz Boa – é algo que tem vindo a despertar um notório interesse: um mundo para vadiar, para andar por aqui e por ali, ao deus-dará...
«La flânerie suppose ces concentrations
urbaines qui se développent au XXe siècle, des concentrations telles
qu’on peut marcher des heures durant sans voir un morceau de campagne. En
marchant ainsi dans ces nouvelles mégapoles (Berlin, Londres, Paris), on
traverse plusiers quartiers, qui constituent des mondes différents, à part,
séparés. Tout peut changer d’un arrondissement à l’autre: la taille des
maisons, l’architecture générale, l’ambiance, l’air qu’on respire, la manière
de vivre, la lumière, les types sociaux. Le flâneur suppose ce moment où la
ville pris des proportions telles qu’elle devient paysage. On peut la parcourir
comme on ferait d’une montagne, avec ses passages de col, ses renversements de
perspectives, ses dangers aussi et ses surprises. Elle est devenue une forêt,
une jungle.»
Frédéric
Gros (2009): Marcher, une philosophie
Ó Pedro Cuiça (Lisboa, 7/07/2016)
segunda-feira, 4 de julho de 2016
Lisbon Walk
Uma caminhada matinal
é uma prática medicinal,
e um percurso (ou mais) por dia,
ia ver o bem que lhe fazia...
Ó Pedro Cuiça (Lisboa, 2016)
é uma prática medicinal,
e um percurso (ou mais) por dia,
ia ver o bem que lhe fazia...
Ó Pedro Cuiça (Lisboa, 2016)
sexta-feira, 1 de julho de 2016
Ser de novo
O nosso caminho tem início
no Mundo dos Homens, passa por não sei quantos mundos dos deuses, termina fora
de todos os mundos, de homens e de deuses. Mas a iniciação é interactiva. Não por uma vez me terem iniciado,
percorro todo o caminho. O Caminho tem muitas estações e iniciado tenho de ser
de novo, ao passar de uma para outra. E cada início é diferente do outro.
Talvez não haja graduação. Metamorfose, somente; metamorfose de mim e do mundo.
(...) Na medida em que, atrás de cada porta do mundo, deixo uma das vestimentas
do «mim mesmo». Não há graduação para o «eu» que sob «mim» se oculta. (...) De
mundo em mundo, as portas vão-se estreitando; e tão estreita é a última, que,
por ela, só «eu» posso passar sem «mim»; «eu» a transponho, deixando-«me» para
trás. Quem se quer aventurar a semelhante aventura?
Eudoro
de Sousa (Mitologia, 1980)
Subscrever:
Mensagens (Atom)
-
É com enorme satisfação e sentido de responsabilidade que agradeço o convite pessoal que me foi endereçado para participar no V Seminário ...











