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terça-feira, 18 de setembro de 2018
segunda-feira, 17 de setembro de 2018
sábado, 5 de setembro de 2015
Caminhos Encantados
Forum Ambiente nº 74 de Outubro de 2001 - Percurso: Pedro Cuiça - Ilustrações: Nuno Farinha e Fernando Correia
domingo, 30 de agosto de 2015
Ria Formosa
Forum Ambiente nº 74 de Outubro de 2001 - Percurso: Pedro Cuiça - Ilustrações: Nuno Farinha e Fernando Correia
quarta-feira, 27 de novembro de 2013
O Jardim do Algarve
Monchique
O Jardim do Algarve
A Serra de Monchique ergue a sua silhueta bruscamente, com fortes
pendores mas formas suaves, acima do mar de colinas xistentas que a rodeiam.
Esse paradisíaco jardim, que se desenvolve entre termas e belos recantos de
montanha, desafia o caminhante a conhecer os seus pormenores ocultos.
A vila de Monchique, a cerca de 450
metros de altitude, é o ponto de partida para o percurso que irá por este
miradouro verdejante sobre o litoral algarvio. Partindo da Travessa da Portela,
junto da Câmara Municipal, sobe-se por estreitos e íngremes ruelas até ao
Desterro, onde se acha o convento dos franciscanos (530 m). Em ruínas desde o
terremoto de 1755, deste edifício pouco mais resta que a frontaria e uma nave,
sendo no entanto, de destacar os enormes plátanos e nogueiras da sua antiga
quinta.
Seguindo pelo caminho de pé-posto que
avança em direcção a Relvinhas, vira-se à esquerda, para oeste, ao longo da
estrada de terra batida que avança cimeira ao Barranco da Garganta, um
verdejante vale densamente cultivado em grandes socalcos que aqui se designam
por “canteiros”. Chegados ao lugar da Garganta, toma-se o rumo sul, passando
para a vertente direita do vale.
A estrada de terra batida por onde se
segue, abaixo da Relva Branca da Fóia, apresenta várias bifurcações, mas se se
optar sempre pelo caminho da direita chegar-se-á ao sítio dos Montes da Fóia
(780 m). Aí, toma-se o caminho que vira à direita, para este, e que aos poucos
vai curvando rumo ao poente para passar, um pouco acima da Fontinha da Fóia, já
na vertente setentrional da montanha.
Continuando a subir por essa velha
estrada, pode-se apreciar a panorâmica que se abarca desde a Relva do
Carrapateiro aos montes alentejanos da serra xistenta que se perdem no
horizonte.
Pequenas casas construídas em pedra
sienítica encontram-se, aqui e ali, dispersas no vale – tugúrios de pastores
que, na maior parte dos casos, se encontram em ruínas. O cume e grande parte da
encosta da Fóia surgem repletos de blocos e penhascos.
Quando D. João II deu a Fóia aos
habitantes da povoação de Monchique, ainda essa elevação apresentava a sua
cumeada coberta por árvores, nomeadamente sobreiros e azinheiras, de que não
restam vestígios devido aos incêndios. Actualmente, a cumeada desse grande
dorso sienítico encontra-se revestida por matos de Esteva, Urze, Alecrim,
Tomilho, Trovisco e outras pequenas plantas.
A estrada que se tem seguido até aqui
leva ao topo da montanha, virando à esquerda para Pegões (892 m) e depois à
direita em direcção ao Monge, vértice geodésico de primeira ordem que assinala
o ponto mais elevado da serra – a Fóia (902 m). Daí, em dias de boa
visibilidade, podem vislumbrar-se vastos horizontes, desde a costa meridional
algarvia, a sul, até à Serra da Arrábida, a norte.
Após um descanso merecido, deverá o
viajante “fazer-se ao caminho”, pois ainda há muito para andar. Desce-se o vale
que parte da Fonte da Égua por uma estrada empedrada e, na bifurcação desta,
volta-se à esquerda, indo dar a uma casa tradicional: mais uma que infelizmente
se encontra degradada. O caminho que começa junto desta construção de pedra
atravessa a ribeira do Barranco Porto do Cano leva até à estrada que, após
passar em habitações de arquitecturas mais recentes, desemboca, ao km 4, na EN
266-3.
Entre o km 3 e o km 2, sai-se da estrada
alcatroada virando à direita para o sítio de Bouça. No meio de denso arvoredo,
em que os eucaliptos se destacam por entre caminhos de pé-posto, desce-se por
esse grande vale a que o povo chama “Barrocal”, em direcção a Nave da Papoila.
O vale da Ribeira de Boina (vulgo
Barrocal), que se estende desde Monchique às Caldas de Monchique, é bastante
povoado. De facto, essa grande depressão entre a Fóia e a Picota está
preenchida por um intenso pontilhado de pequenas propriedades que aproveitam a
copiosa fertilidade desses solos, cobertos de húmus, para cultivar grande
diversidade de frutas e legumes. Nesse vale de erosão abundam, entre outras
árvores, as oliveiras e os sobreiros, assim como os mais recentes e comuns eucaliptos.
Chegados à estrada de terra batida
que liga a Nave a Monchique, segue-se na direcção desta vila. No cruzamento da
EN 266, à estrada de Monchique, vira-se à direita, seguindo pela Calçada do Pé
da Cruz em direcção ao diminuto povoado de Serra. Daí até à Picota (774 m) já
falta pouco mas o declive acentuado vai abrandar o ritmo da marcha. Essa
notável elevação penhascosa e pontiaguda proporciona, tal como o topo da Fóia,
um miradouro natural de onde se poderão vislumbrar amplas panorâmicas. A subida
pela vertente setentrional, íngreme e rochosa, aconselha aliás um breve repouso
no cimo dessa elevação.
A partir daí, o percurso desce a
vertente sul por trilho aberto em densa floresta que nos conduzirá ao Montinho
do Craço, onde uma casa e a sua fresca horta aguardam os caminheiros. No
entanto, nada de paragens, pois ainda há que andar até Vale das Perdizes e,
daí, até ao Covão da Águia. Só então o tanque de rega que aí se encontra junto
a um casarão (diríamos quase senhorial) não permite a continuação sem uma
paragem refrescante.
Deste local, via Pedras Novas, o caminho,
quase sempre a descer, conduz ao belíssimo povoado de Caldas de Monchique,
rodeado por exótica e densa vegetação. Esta estância termal, frequentada pelo
menos desde a presença dos árabes na península, será o termo desde longo mas
gratificante percurso.
(Pedro Cuiça in Guia de Percursos Naturais. Lisboa: Forum Ambiente, 1995; pp. 181-186)
Ficha Técnica
Extensão: 20541 m
Duração média: 6 h 30 mn
Dificuldade: nível III
Desnível acumulado: +866 m, -1076 m
Altitude média: 585 m
Paisagem: bosques de Quercíneas e castanheiros, campos de cultivo e matos arbustivos
Áreas abrangidas: Biótopo CORINE da Serra de Monchique
Época aconselhada: todo o ano
Acessos: via Portimão - Caldas de Monchique (EN 266) ou Aljezur - Marmelete - Casais (EN 267)
Pernoita:
- Parque de Campismo (Orbitur) de Portimão
- diversos parques de campismo em Lagos
Concelhos abrangidas: Monchique
terça-feira, 26 de novembro de 2013
Cabeços Alentejanos
Forum Ambiente nº 75 de Novembro de 2001 - Percurso: Pedro Cuiça - Ilustrações: Nuno Farinha e Fernando Correia
segunda-feira, 25 de novembro de 2013
Percurso Megalítico
Forum Ambiente nº 75 de Novembro de 2001 - Percurso: Pedro Cuiça - Ilustrações: Nuno Farinha e Fernando Correia
domingo, 24 de novembro de 2013
Um Santuário de Montanha
Serra da Estrela
Um santuário de montanha
Com uma altitude de 1993 metros, a
Serra da Estrela, “uma paisagem de tipo alpino encravada no coração de Portugal”,
apresenta-se bastante isolada no contexto nacional. As terras de altitude
superior a 1200 metros ocupam somente 0.5% da superfície do País, dos quais
cerca de metade pertencem a essa serra.
O Parque Natural da Serra da Estrela
(PNSE) situa-se na Beira Baixa, a pouco mais de 200 km do Porto e a 300 km de
Lisboa. Propomos uma forma diferente de visitar esse “santuário de montanha”
percorrendo a pé uma das suas zonas mais pitorescas.
O Covão d’Ametade está equipado para
se fazer aí “campismo de passagem” e será a nossa base de partida para diversos
percursos possíveis. A época ideal para os percursos pedestres é de Maio a
Outubro, pois nos restantes meses o maciço central da será está frequentemente
coberto de neve, dificultando, ou mesmo tornando perigosas as caminhadas.
O Covão d’Ametade é um enorme
anfiteatro, antigo circo glaciário que alimentava o glaciar do Zêzere, rodeado
por relevos imponentes: Cântaro Raso (1916 m), Cântaro Magro (1928 m), Cântaro
Gordo (1877 m) e Múmias (1604 m). Os fenómenos de erosão glaciária do Würm
foram particularmente intensos na região dos Cântaros, devido à instalação dos
glaciares do Zêzere e do Alforfa.
Volte as costas ao vale do Zêzere e
siga em direcção ao mais alto desses relevos, o Cântaro Magro, torre granítica
com mais de 300 m de desnível. Suba até ao Covão Cimeiro (a cerca de 1750 m),
situado entre os Cântaros Magro e Gordo. Recupere o fôlego, abrandando a marcha
ou parando, para apreciar a beleza dessa grande depressão sulcada de diversos
cursos de água e pequenas lagoas. Daí, seguindo para oeste, apanhe o Corredor
do Inferno que desemboca no planalto da Torre, atravesse a EN339 e siga em
direcção ao vértice geodésico (v.g.) Estrela (1993 m), ponto mais alto de
Portugal continental. Desse local, conhecido por Torre, em dias de boa visibilidade
poder-se-ão distinguir, a grande distância, os pontos culminantes da Serra da
Boa Viagem (em Buarcos), Serra de Gredos (em Espanha), Serra do Marão (em
Trás-os-Montes) ou Serra de Portalegre (no Alentejo).
A partir da Torre poderá optar por
diversos percursos: dirigindo-se para norte até ao v.g. Cume (1858 m) e daí, em
direcção à Lagoa Escura, atingir a Lagoa Comprida, com regresso pela EN339 (via
Torre-Nave de Santo António), ou seguir até ao Cume e daí para o v.g. Piornal
(1755 m) atingir, através de descida algo difícil, o Vale da Candeeira, Vale do
Zêzere e Covão d’Ametade. O Cume foi o local onde acampou a expedição da
Sociedade Geográfica de Lisboa, em 1881. As lagoas referidas são de origem
glaciar, bem como o vale da Candeeira, onde repousa a Lagoa da Paixão, antigo
circo glaciário suspenso sobre o vale do Zêzere. Outro percurso alternativo
poderá ser em direcção ao Corredor dos Mercadores, sulco profundamente
encaixado entre os Cântaros Magro e Raso resultante da erosão de filão. A
descida da “Rua dos Mercadores”, sem ser difícil, exige uma progressão
cuidadosa devido aos inúmeros blocos soltos que aí se encontram; no entanto, é
a via mais curta e rápida para atingir o Covão d’Ametade.
Tenha-se em atenção que, no Inverno,
o início do corredor, devido aos ventos de oeste, costuma estar coberto de
gelo, desaconselhando-se a sua descida. Se o desnível e inclinação do corredor
o impressionarem a ponto de achar a descida complicada, regresse até à EN339 e
siga, com segurança, pela estrada até à Nave de Santo António, superfície
coberta por sedimentos finos e marginada pelas moreias dos glaciares do Zêzere
e Alforfa.
Por último, alertamos para o facto de
as condições de segurança na Serra da Estrela serem deficientes (nomeadamente
no que concerne a evacuação em caso de acidente), portanto todo o cuidado é
pouco; devendo-se respeitar, no Inverno, as indicações do Centro de Limpeza de
Neve. Boas caminhadas!
sexta-feira, 22 de novembro de 2013
Nas praias alentejanas
Forum Ambiente nº 73 de Setembro de 2001 - Percurso: Pedro Cuiça - Ilustrações: Nuno Farinha e Fernando Correia
quinta-feira, 21 de novembro de 2013
Um Alentejo diferente
Forum Ambiente nº 73 de Setembro de 2001 - Percurso: Pedro Cuiça - Ilustrações: Nuno Farinha e Fernando Correia
terça-feira, 19 de novembro de 2013
Caminhos romanos
Forum Ambiente nº 72 de Agosto de 2001 - Percurso: Pedro Cuiça - Ilustrações: Nuno Farinha e Fernando Correia
segunda-feira, 18 de novembro de 2013
O trilho dos dinossáurios
Forum Ambiente nº 72 de Agosto de 2001 - Percurso: Pedro Cuiça - Ilustrações: Nuno Farinha e Fernando Correia
domingo, 17 de novembro de 2013
A Montanha Sagrada
Forum Ambiente nº 71 de Julho de 2001 - Percurso: Pedro Cuiça - Ilustrações: Nuno Farinha e Fernando Correia
sábado, 16 de novembro de 2013
O Monte da Lua
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