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sábado, 3 de setembro de 2016

Atão e os patins?

Isto até lembra aquelas anedotas parvas de alentejanos, do género: um tipo vê outro a fazer flexões e pergunta-lhe  «atão, a magana fugiu-lhe?»
Tenho por hábito aproveitar a hora do almoço, quando não estou em "trabalho de campo" fora de Lisboa, para andar um pouco. Hoje, para além da costumeira mochila, experimentei levar bastões de marcha nórdica e foi uma experiência surpreendente... Se tivesse ido vestido de drag queen teria certamente dado menos nas vistas! Às tantas até me ocorreu que a "malta" estivesse a pensar que tinha perdido os esquis, não fosse o facto de não haver neve e... E não é que até houve um gajo que perguntou sem qualquer pudor: «atão e os patins?»!!!
Lisboa, 3 de Setembro de 2010


terça-feira, 30 de agosto de 2016

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Le flâneur des villes...

Ó Pedro Cuiça (Paris, 2015)

Le flâneur des villes... ou o fado vadio?

Andar em Paris – a Cidade Luz – conta com uma tradição (con)firmada e é alvo de elogio em diversa bibliografia. Andar em Lisboa – a Cidade da Luz Boa – é algo que tem vindo a despertar um notório interesse: um mundo para vadiar, para andar por aqui e por ali, ao deus-dará...

«La flânerie suppose ces concentrations urbaines qui se développent au XXe siècle, des concentrations telles qu’on peut marcher des heures durant sans voir un morceau de campagne. En marchant ainsi dans ces nouvelles mégapoles (Berlin, Londres, Paris), on traverse plusiers quartiers, qui constituent des mondes différents, à part, séparés. Tout peut changer d’un arrondissement à l’autre: la taille des maisons, l’architecture générale, l’ambiance, l’air qu’on respire, la manière de vivre, la lumière, les types sociaux. Le flâneur suppose ce moment où la ville pris des proportions telles qu’elle devient paysage. On peut la parcourir comme on ferait d’une montagne, avec ses passages de col, ses renversements de perspectives, ses dangers aussi et ses surprises. Elle est devenue une forêt, une jungle.»
Frédéric Gros (2009): Marcher, une philosophie

Ó Pedro Cuiça (Lisboa, 7/07/2016)

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Lisbon Walk

Uma caminhada matinal
é uma prática medicinal,
e um percurso (ou mais) por dia,
ia ver o bem que lhe fazia...


Ó Pedro Cuiça (Lisboa, 2016)

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Eco-sofisticação



...por esta e por outras, vou hoje a pé para casa!
Afinal são só pouco mais de 20 quilómetros de 
eco-sofisticação :) 



quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Mas não é a mesma coisa?!

 O que me calhou na rifa: Disneylândia (Paris)!!! Ó Pedro Cuiça (Agosto de 2015)

«As viagens mais incríveis fazem-se às vezes sem sair do mesmo lugar.»
Henry Miller – O Mundo do Sexo e Outros TextosLisboa: Dom Quixote, 1987, p. 45

Não, este não se trata de mais um texto apologético sobre as maravilhas de Viajar no Sofá. De facto, como creio que terá ficado relativamente bem demonstrado, podemos efectivamente viajar sem sair do mesmo lugar. Poder, podemos… mas não é (certamente) a mesma coisa! Este é um texto sobre aquilo que (real-mente) é e o que parece... O que sub-entende uma essência “da coisa”, abordagem para a qual não estamos habilitados (ou motivados?), por isso cingir-nos-emos, então, a meras aparências ou ilusões. Faceta, aliás, que não é de somenos importância tendo em conta a preponderância da mesma na superficialidade dos dias (e, já agora, das noites). Deixaremos o mergulho nas profundezas da realidade (ou par’além desta!) para uma outra altura, mais auspiciosa, na qual nos sintamos mais versados (ou motivados?) nas artes respiratórias, mormente no tocante a apneias.

Enfim, nos últimos tempos, tenho pensado bastante acerca das aparências e das ilusões por estas provocadas (ou vice-versa?), fenómeno pródigo em mal-entendidos, confusões e outras tropelias. Aquilo que o povo, na sua sabedoria secular, expressa, de forma muitíssimo acurada, por “as aparências iludem” ou de modo mais singelo por “as iludências aparudem”! Depois de seis dias em grandes andanças por Paris, outras tantas jornadas de caminhada e/ou corrida à beira-mar, no “meu al-Gharb”, e meia dúzia de passeatas diárias em Lisboa, poderei dizer que regressei a casa. Mas, trocadilhos à parte, as cogitações não só continuam como ter-se-ão mesmo agravado… 

Paris (esquerda) e Lisboa (direita) Ó Pedro Cuiça (Agosto de 2015)

Após as intensas deambulações na dita “cidade luz” des-cubro a luz-boa às portas de casa, tal como o notório (ou aparente?) contraste entre a cidade e o campo (e/ou a praia?). Relembro velhas espiritualidades desta finisterra a-Ocidente e dou por mim em divagações sobre a vivência dos amplos espaços e a síndrome de Lemúria ou o regresso a formulações filosóficas acerca de conceitos como “natureza”, “natural”, “sobrenatural” e “artificial”. Talvez seja do tempo – não sei se derivado das temperaturas amenas para a época, se dos nevoeiros matinais – ou quiçá seja algum sinal dos tempos – não sei se algo oculto dans l’air du temps. Talvez tenha sido “por estas e por outras” que decidi publicar, um dia destes, aqui no Pedestris, um “trabalho” sobre Conceitos(s) de Natureza. Por isso, na verdade, estas parcas palavras constituirão (ou não?) um simples intróito circunstancial! 

A arte viva: Rimbaud (Montmartre - Paris) Ó Pedro Cuiça (Agosto de 2015)
A síndrome de Lemúria: Mona lisa (Louvre - Paris) Ó V.R. (Agosto de 2015)
Os vastos espaços de ar livre: "praia de Faro" (Algarve) Ó Pedro Cuiça (Agosto de 2015)

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Pedras...


«Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas que já têm a forma do nosso corpo e esquecer os nossos caminhos que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia… e se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.»
Fernando Pessoa

«O valor das coisas não está no tempo em que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso, existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis.»
Fernando Pessoa

«Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo…»
Fernando Pessoa

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«(…) Pedras a quem alguém deu uma certa forma,
Um certo olhar

Tomemos uma do chão, perdida
Podemos considerá-la domesticada
Essa pedra ontem foi livre
Hoje é da calçada»
Xutos & Pontapés – O Sangue da Cidade

sábado, 31 de janeiro de 2015

Lisboa com Fernando Pessoa

Lisboa com Fernando Pessoa é um percurso pedestre a não perder. Um passeio de três horas por lugares de Lisboa, pessoas e objectos ligados a este poeta maior da língua portuguesa. Desde as bibliotecas e faculdades “onde o jovem Pessoa passava dias lendo poesia e filosofia” até às ruas onde este viveu, tal “como aquelas onde moravam poetas e artistas seus amigos”. Desde o trajecto do Eléctrico nº 28, tantas vezes apanhado pelo escritor e pelos seus heterónimos, até à Casa Fernando Pessoa, “onde o poeta viveu e que é hoje o centro cultural de referência para o mundo pessoano”. Um percurso guiado por Fabrizio Boscaglia, investigador do Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa onde estuda o pensamento e a obra de Fernando Pessoa. 
Próximas edições a 21 e 28 de Fevereiro.